Calheiros: derrubada de MP não tem a ver com crise

27 de setembro de 2007 • 11h06 • atualizado às 11h27

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Brasília


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quinta-feira que o apoio de seu partido à derrubada da Medida Provisória que criou a Secretaria de Planejamento a Longo Prazo, comandada por Mangabeira Unger, "não tem a ver" com a crise envolvendo as denúncias contra ele.

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"Especificamente essa foi uma decisão do PMDB, é um problema do PMDB e de sua bancada. Tenho ajudado no que posso o país, mas essa é uma coisa que não cabe ao presidente, compete ao líder. Essa foi mais uma demonstração de insatisfação, eu não sei de que", afirmou. "Gostaria de dizer que é do PMDB e não tem nada a ver com a minha questão", continuou.

Na noite de ontem, em um recado ao Palácio do Planalto e aos petistas, o PMDB, com o apoio da oposição, derrubou a MP e extinguiu a secretaria. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não comentou o assunto.

Calheiros evitou ainda falar sobre a atitude do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que creditou a derrota do governo a permanência do peemedebista na presidência da Casa.

Renan Calheiros afirmou ainda, ao chegar no Congresso nesta quinta-feira, que não acredita que o PMDB vá repetir a atitude com relação a votação da proposta que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011.

"A CPMF é coisa de interesse do Brasil, você não pode deixar de votar. Votar contra é acabar com o Bolsa Família e os programas sociais", disse.

Redação Terra
 
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