O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, afirmou, em nota, que a absolvição do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), nesta quarta-feira, "evidencia a urgência urgentíssima de uma reforma política profunda no País". Segundo Britto, o ambiente que cercou a votação e o teor secreto agridem a ética, o bom senso e o espírito democrático.
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"Representantes do povo não podem, sob nenhuma hipótese, se esconder na hora de exercer a missão pública que lhes foi delegada", disse Britto, em nota, sobre a sessão secreta realizada hoje.
O Plenário decidiu pela absolvição do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Esta foi a primeira vez na história em que um presidente da Casa teve uma cassação avaliada em Plenário. Após votação secreta, 40 senadores votaram pela absolvição e 35 votaram pela cassação. Houve seis abstenções.
Leia a nota do presidente da OAB:
A absolvição do senador Renan Calheiros evidencia a urgência urgentíssima de uma reforma política profunda no país.
O resultado da votação, na contramão do clamor público, distancia ainda mais o Senado ¿ instituição vital ao equilíbrio federativo ¿ da sociedade que o provê e a que deveria representar.
Não apenas o resultado em si da votação, mas o ambiente que a cercou e seu absurdo teor secreto agridem a ética, o bom senso e o mais elementar espírito democrático.
Representantes do povo não podem, sob nenhuma hipótese, se esconder na hora de exercer a missão pública que lhes foi delegada. O espírito de corpo que presidiu essa Sessão do Senado ¿ e lhe conferiu contornos de ato clandestino - precisa ser definitivamente banido da vida pública brasileira.
Somente uma reforma política abrangente, que corrija distorções como essa da vida pública brasileira ¿ poderá restabelecer a credibilidade e a confiança da sociedade em suas instituições.
Que esse triste episódio sirva para aprofundar, no meio político, essa reflexão. E que o corporativismo senatorial não insista em manter na presidência de uma das mais elevadas instituições republicanas alguém que se incompatibilizou com o cargo. Seria errar duas vezes. O país não merece isso".
- Redação Terra


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