Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
São Paulo
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O jornalista gaúcho Alessandro Reis, 32 anos, que na época era plantonista da madrugada no Terra, e hoje trabalha no jornal Agora São Paulo, ligou para a casa do coronel em busca de informações sobre a sua morte, que àquela altura já era uma informação pública. Segundo ele, a ligação ocorreu nas primeiras horas do dia 11 de setembro, depois que o corpo havia sido localizado, no final do dia 10.
Porém, o telefone tocou várias vezes até cair na caixa postal, quando foi ouvida uma mensagem gravada pela vítima do homicício. Surpreso ao ouvir a voz de Guimarães, o jornalista comentou com um colega que estava ao seu lado, com sotaque típico do Rio Grande do Sul: "Bah, é a voz do morto".
Essa frase acabou gravada na secretária eletrônica do coronel e posteriormente chegou à polícia, durante as primeiras investigações do caso.
A defesa de Carla Cepollina quer usar um relatório elaborado pelo Setor de Homicídio da Corregedoria da Polícia Militar que aponta que o recado deixado na secretária eletrônica é das 21h15 do dia 10 de setembro, antes de o corpo ter sido encontrado, o que só aconteceria mais de uma hora depois.
Com isso, a defesa pretende mostrar que outras pessoas sabiam da morte do coronel, inclusive o suposto assassino. As investigações apontam que Carla foi a última pessoa que esteve no apartamento de Guimarães antes de sua morte.
Porém, outro relatório, este realizado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mostra que a ligação do jornalista ocorreu às 2h28 do dia 11 de setembro e não às 21h15. Nesse horário foi registrada uma outra ligação, não identificada, segundo relato do DHPP.
Redação Terra