O Floripa Diversity Games foi aberto para praticantes de várias modalidades, como vôlei, futebol de salão, futebol society e atletismo |
Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis
Brasil
Realizado pelo segundo ano consecutivo, o Floripa Diversity Games foi aberto para praticantes de várias modalidades, como vôlei, futebol de salão, futebol society e atletismo. Para se inscrever nas olimpíadas, os atletas tiveram que levar 2 kg de alimentos não-perecíveis.
Segundo Dulcimar Grando, coordenador dos jogos, pouco mais de 100 pessoas participaram do evento, disputando alguma modalidade. "A intenção nossa é desmistificar essa questão de que existem diferenças entre homossexuais e heterossexuais", disse, acrescentando que muitas pessoas têm preconceito com atletas gays. "Através de uma competição esportiva mostramos às pessoas que todos podem se integrar e que não existem diferenças".
Grando disse que esta edição dos jogos de Florianópolis superou o resultado do ano passado. "Arrecadamos 300 kg de alimentos para doarmos e tivemos muito mais atletas inscritos", afirmou. "Estamos prestigiando o público GLBTS (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Simpatizantes) através de um evento esportivo e o interessante é que conseguimos centenas de pessoas para assisitir aos jogos".
Esportes e campeonatos voltados exclusivamente ao público GLBTS não são novidades. O Gay Games, nos EUA e o Out Games, no Canadá, reúnem milhares de praticantes. Existe até mesmo uma associação internacional que rege as regras dos torneios, a Glisa (Gays and Lesbian International Sport Association).
A semana da diversidade se encerra neste domingo em Florianópolis com a realização de uma parada na Beira Mar Norte, principal avenida da cidade. A prefeitura municipal e a Associação Catarinense de Empreendedores GLBTS (AEGLBTS-SC), que organiza o evento, calculam que cerca de 40 mil pessoas deverão participar do ato.
Redação Terra