"O Brasil vive hoje um período de solidez econômica e política. Mais do que isso: vive um amplo movimento de inclusão social, de uma intensidade nunca vista", discursou o presidente. Segundo ele, mais de 8 milhões de brasileiros saíram da linha de miséria nos últimos quatro anos.
Lula também comentou o desempenho da economia. "A renda aumenta, o emprego cresce, o investimento se amplia, o credito se multiplica, o consumo aumenta", ressaltou Lula durante o pronunciamento, ao lembrar que o poder de compra do salário mínimo dobrou desde 2003, que o Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país) cresce há 21 trimestres consecutivos e que o consumo das famílias sobe há 14 trimestres seguidos.
O presidente citou ainda números como a criação de 1,2 milhão empregos com carteira assinada nos sete primeiros meses deste ano e a entrada de 7 milhões de brasileiros na classe média ao longo de seu governo. Ele destacou outras realizações de seu mandato, como o reconhecimento internacional dos biocombustíveis e a redução de 44% no desmatamento na Amazônia.
No pronunciamento, Lula ressaltou a importância do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que pretende investir R$ 504 bilhões até 2010 em projetos de infra-estrutura: "Isso vai trazer uma revolução em matéria de estradas, portos, aeroportos, transportes, energia, habitação, saneamento básico e água potável."
Lula também mencionou ações em outras áreas, como a educação, ao lembrar que o governo está criando 214 escolas técnicas, dez universidades federais e elaborou o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), com investimentos previstos em R$ 10 bilhões nos próximos três anos. Em relação à segurança pública, ele citou o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que combinará o aumento da vigilância policial com ações sociais nas regiões mais violentas.
Afirmou, porém, que o governo ainda pode agir com mais rapidez: "Sou, hoje, o brasileiro mais satisfeito e o mais insatisfeito deste país. Estou tendo a honra de liderar um processo muito especial de transformação do nosso querido Brasil, mas estou insatisfeito porque ainda há uma forte dívida social a resgatar com os mais pobres."
Lula enumerou uma série de obstáculos que, segundo ele, precisam ser superados. "A classe média ainda enfrenta dificuldades e há melhorias profundas a serem feitas no serviço público e atitudes modernizadoras a serem adotadas no setor produtivo", reconheceu.
Sobre a corrupção, o presidente afirmou que o governo vem se esforçando para resolver o problema. "Precisamos ter a coragem para avançar, ainda mais, no terreno da ética e do combate à impunidade, em qualquer estrato econômico, social ou político", ressaltou.
- Agência Brasil

Assista agora »
Assista agora »
