Reunidos, Cabral e o governador de São Paulo, José Serra, criaram um grupo de estudos para acompanhar o desenvolvimento do projeto, estimado em pelo menos 9 bilhões de dólares. O governo federal prevê a licitação do trem-bala para o início de 2008, e a construção levaria sete anos.
"O meu atraso para chegar mostra a grande necessidade de uma alternativa de transporte ferroviário de velocidade entre São Paulo e Rio", disse o governador, que foi obrigado a pousar no aeroporto de Viracopos, em Campinas, devido a chuva em São Paulo.
Após percorrer cerca de 90 quilômetros entre o aeródromo do interior paulista e o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, Cabral disse a Serra que os Estados não podem ficar à margem do debate. "Essa é uma demanda da sociedade brasileira e estou confiante de que o trem-bala vai sair."
Serra apresentou proposta de um trem "meia-bala", que faria paradas em algumas cidades no trajeto de 400 quilômetros, alternando com uma composição ligando diretamente as duas capitais de Estado.
As cidades paulistas de São José dos Campos e Taubaté, no Vale do Paraíba, e Rezende, no Sul fluminense, foram citadas como possíveis paradas.
A proposta de um trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro ganhou fôlego com a crise aérea decorrente do acidente com avião da Gol em setembro e agravada com a tragédia da TAM em julho.
Estimativa da empresa italiana Itaplan é de que, no primeiro ano de operação, a linha transportaria 32 milhões de pessoas, segundo Serra. O bilhete ficaria em torno de 130 reais, ante a média de 300 reais para a ponte-aérea atualmente.
Cabral disse que grupos industriais da França, Espanha, Japão e Coréia do Sul também já demonstraram interesse pelo empreendimento. O vencedor da licitação vai explorar o trajeto por 35 anos.
O financiamento da obra deve ser feito por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco Europeu de Investimentos, segundo Cabral.

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