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Adolescentes confessam morte de jovem no PR

26 de agosto de 2007 16h11 atualizado às 18h25

O pai de Ana Cláudia assistiu à entrevista coletiva no 1º Distrito Policial de Curitiba. Foto: Susan Cruz/Especial para Terra

O pai de Ana Cláudia assistiu à entrevista coletiva no 1º Distrito Policial de Curitiba
Foto: Susan Cruz/Especial para Terra

Os adolescentes A.S, 17 anos, e J.P.M, 15 anos, detidos sob suspeita de matar a universitária Ana Claúdia Caron, 18 anos, confessaram o crime à polícia na tarde deste domingo. Segundo informações divulgadas pelo 1° Distrito Policial de Curitiba, os jovens tentaram assaltar Ana Cláudia e depois teriam cometido o assassinato.

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Ana Cláudia estava desaparecida desde terça-feira, quando saiu de casa para ir a uma academia na região central de Curitiba (PR). Ela foi levada quando estacionava o seu veículo. O corpo da jovem foi encontrado na quinta-feira. Segundo a polícia, ela recebeu um tiro na boca e teve o corpo carbonizado.

O menor A.S contou à polícia detalhes de como ocorreu o crime. Segundo a polícia, o adolescente disse que a universitária foi abusada sexualmente antes de ser assassinada.

Ângela Ferraz da Silva, 22 anos, namorada do menor A.S, também foi presa porque teria ajudado os adolescentes a esconder o carro da universitária. Weryckson Ricardo de Ponte, 19 anos, suspeito pela polícia de ser traficante de drogas, foi detido na noite de sábado. Segundo as primeiras informações, Weryckson seria o responsável pelo desaparecimento da arma do crime.

Ângela e A.S foram detidos na casa deles, na região do Parque Tanguá, onde o carro da vitima foi encontrado incendiado. Lá, foram apreendidas roupas, brincos, a bolsa e o celular de Ana Claúdia.

O delegado Jairo Estorilio informou que todos os suspeitos seriam usuários de maconha e crack. Segundo ele, a intenção dos adolescentes seria assaltar a universitária. "O caso foi fortuito. A jovem foi escolhida ao acaso por estar estacionando o veículo naquele momento", disse o delegado.

Os quatro detidos vão responder por homicídio qualificado. Os dois menores deverão ser encaminhados ao educandário responsável pela detenção de crimes realizados por menores.

Parentes e amigos de Ana Cláudia assistiram hoje à entrevista coletiva realizada no 1º Distrito Policial de Curitiba. O pai de Ana Claúdia, Paulo Roberto Caron, reclamou do serviço prestado pela polícia no número 190, utilizado para fazer denúncias. "Esse serviço demorou, não tenho queixa com relação a postura da polícia em desvendar o caso, mas acredito que essse serviço poderia ser mais agilizado, foi muita demora", completou.

Redação Terra