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Passeata faz homenagem a jovem morta no PR

25 de agosto de 2007 11h43 atualizado às 14h54

Amigos e familiares usaram durante a passeata uma camiseta com a foto de Ana Claúdia com a frase Chega de Impunidade . Foto: Susan Cruz/Especial para Terra

Amigos e familiares usaram durante a passeata uma camiseta com a foto de Ana Claúdia com a frase "Chega de Impunidade"
Foto: Susan Cruz/Especial para Terra

Familiares e amigos da estudante universitária Ana Claúdia Caron, 18 anos, que foi assassinada com um tiro na boca e teve o corpo carbonizado em Curitiba (PR), realizaram na manhã desse sábado, às 10h, uma passeata em homenagem à vítima e um protesto contra a violência. Cerca de 300 pessoas participaram da caminhada.

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A marcha partiu da frente da academia que a jovem freqüentava, na região central da cidade, e onde foi abordada por dois homens e levada na terça-feira enquanto estacionava o carro. Depois, seguiu até a Boca Maldita, onde amigos, familiares e simpatizantes da causa exigiram uma atitude por parte dos governantes contra a violência. Os participantes rezaram em coro e pediram por justiça.

Amigos e familiares usaram durante a passeata uma camiseta com a foto de Ana Claúdia com a frase "Chega de Impunidade". A mãe de Ana usava na camiseta com a inscrição "Justiça seja feita por Deus e pelo homem, minha filha te amo eternamente".

O namorado da vítima, Madison Ramos Filho, contou que na terça¿feira, seguia o carro da namorada, enquanto ela estacionava em frente a academia. Ele disse que deu a volta na quadra para conseguir um lugar. "Quando retornei, o carro dela já não estava mais ali, perguntei ao guardador de carro e ele me disse que ela havia sido abordada por dois sujeitos que a levaram. Corri para academia para avisar a polícia e a família", completou.

O pai dele, Madison Ramos Filho, contou que Ana Claúdia havia tirado a carteira de motorista fazia um mês e estava contente e alegre. Ele afirmou que a jovem era "meiga e cheia de vida".

"A Ana cursava o 1° ano de Educação Física na Universidade Federal do Paraná (UFPR), estava animada. É triste ver uma barbaridade dessas acontecer em plena luz do dia, queremos cobrar justiça, queremos exercer o nosso direito de ir e vir", completou.

Amigo da família, Carlos Fernando Corsini afirmou que "mais um crime e outros virão. Os marginais desafiam a polícia e ficam na impunidade, o governo precisa tomar uma atitude, a polícia está inerte".

Durante a passeata, houve muita comoção e indignação pela brutalidade do assassinato. Silmara de Abreu Sczcowske, que também perdeu a irmã vítima de violência, participou do protesto para manifestar sua solidariedade à família.

"Recentemente, eu e minha família passamos por um drama similar, minha irmã, também foi assassinada no dia 15 de julho, desapareceu depois de uma festa e foi encontrada estrangulada. Esse protesto serve para acordar. Quando não passamos na pele uma coisa tão terrível assim não temos a dimensão. O que minha família e eu passei não gostaria que ninguém mais passasse", disse Silmara.

Redação Terra