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 STF: ex-diretor do BB é réu por lavagem de dinheiro
24 de agosto de 2007 14h48 atualizado às 16h43

O relator do inquérito sobre o caso do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, discursa na sessão do terceiro dia de julgamento da denúncia . Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O relator do inquérito sobre o caso do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, discursa na sessão do terceiro dia de julgamento da denúncia
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Os ministros do STF aceitaram duas denúncias contra Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia apresentada pela PGR, Pizzolato recebeu como propina R$ 326 mil para facilitar a contratação sem licitação da DNA Propaganda para prestar serviços à Visanet.

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O valor do contrato era de aproximadamente R$ 73 milhões e a DNA recebeu pagamento antecipado de R$ 23 milhões. Como ele recebeu a propina por intermédio de um funcionário, Pizzolato também teve aberto contra ele processo de lavagem de dinheiro. Nesse caso, a denúncia foi aceita pela maioria dos ministros.

De acordo com a acusação, a agência DNA, de Marcos Valério, contratada para prestar serviços de publicidade ao Banco do Brasil, deixou de devolver ao cliente R$ 2,9 milhões referentes a bônus de veiculação (descontos) recebidos de meios de comunicação.

O contrato teria sido firmado por ordem do ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom), Luiz Gushiken, sem licitação e houve, inclusive, adiantamento de pagamento dos serviços. O valor total do contrato era de aproximadamente R$ 73 milhões.

No que toca ao denunciado Rogério Tolentino, o relator entende que não cabe a denúncia, pois a conduta não é suficientemente descrita.

Redação Terra