O relator do inquérito sobre o caso do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, discursa na sessão do terceiro dia de julgamento da denúncia
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Os ministros do STF aceitaram duas denúncias contra Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia apresentada pela PGR, Pizzolato recebeu como propina R$ 326 mil para facilitar a contratação sem licitação da DNA Propaganda para prestar serviços à Visanet.
» Veja mais fotos
» Conheça os acusados, crimes e penas
» Opine sobre o assunto
O valor do contrato era de aproximadamente R$ 73 milhões e a DNA recebeu pagamento antecipado de R$ 23 milhões. Como ele recebeu a propina por intermédio de um funcionário, Pizzolato também teve aberto contra ele processo de lavagem de dinheiro. Nesse caso, a denúncia foi aceita pela maioria dos ministros.
De acordo com a acusação, a agência DNA, de Marcos Valério, contratada para prestar serviços de publicidade ao Banco do Brasil, deixou de devolver ao cliente R$ 2,9 milhões referentes a bônus de veiculação (descontos) recebidos de meios de comunicação.
O contrato teria sido firmado por ordem do ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom), Luiz Gushiken, sem licitação e houve, inclusive, adiantamento de pagamento dos serviços. O valor total do contrato era de aproximadamente R$ 73 milhões.
No que toca ao denunciado Rogério Tolentino, o relator entende que não cabe a denúncia, pois a conduta não é suficientemente descrita.
- Redação Terra

Assista agora »
Assista agora »