A aeronave seria do suposto traficante colombiano Gustavo Duran Bautista, detido no Uruguai |
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O colombiano preso no Uruguai é suspeito de fazer parte de uma ramificação do Cartel do Norte do Valle, cujo líder, o também colombiano Juan Carlos Ramírez Abadia, foi preso no dia 7 de agosto em São Paulo. A PF, no entanto, nega a ligação entre os dois.
No sábado, a polícia antinarcóticos do Uruguai prendeu cinco colombianos e dois brasileiros na posse de 485 kg de cocaína. A droga, proveniente do Brasil, chegou ao Uruguai em um pequeno avião e foi descoberta após a aeronave fazer uma parada no departamento de Salto, a cerca de 500 km ao norte de Montevidéu.
De acordo com a imprensa uruguaia, os dois brasileiros detidos eram os pilotos do avião. O estabelecimento onde estavam havia sido comprado recentemente por colombianos.
A Operação São Francisco, resultado de quatro anos de investigações, conta com a cooperação internacional de oito países: Uruguai, Holanda, Bolívia, Inglaterra, França, Espanha Argentina e Paraguai.
A nova operação ocorreu duas semanas depois de a PF capturar Abadia, conhecido como Chupeta, em São Paulo. Abadia, que teve sua extradição solicitada pelo Estados Unidos, onde é processado por vários homicídios e por tráfico de drogas, é considerado um dos chefes do cartel Norte del Valle e estava escondido no Brasil há três anos.
Fontes da PF disseram que suspeitam que outros colombianos procurados estejam escondidos no país, como Diego León Montoya, o "Don Diego", outro dos chefes deste cartel. Segundo o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Jaber Saad, as autoridades investigam se outros três parceiros de Abadia estariam no Brasil.
A quadrilha
De acordo com a PF, os suspeitos fazem parte de um esquema criminoso em que narcotraficantes colombianos transportavam grande quantidade de entorpecente para a Europa. Para o transporte, seriam utilizadas empresas de exportação de frutas sediadas no Brasil e em outros países da América do Sul.
Gustavo Duran Bautista, preso no Uruguai, é empresário especializado no ramo de exportação de frutas, proprietário de três fazendas no Brasil e exterior. Ele seria o chefe da quadrilha e teria montado um verdadeiro império com o dinheiro obtido com o narcotráfico. Na Europa, também seria dono de empresas de importação e exportação.
Redação Terra