Governador cassado da PB: estou sendo injustiçado

31 de julho de 2007 • 13h32 • atualizado às 13h33

Michelle Sousa
Direto de João Pessoa

Paraíba


O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), disse hoje, durante a primeira entrevista coletiva concedida após ser cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na segunda-feira, que está sendo injustiçado. "Mantenho o respeito à decisão, mas estou sendo injustiçado e atacado no princípio elementar da democracia que é a vontade da maioria", afirmou.

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Acompanhado do vice-governador José Lacerda (DEM) e de vários aliados políticos como o senador Cícero Lucena (PSDB), o governador paraibano confirmou que não pretende renunciar, mas sim lutar para preservar o mandato, mantendo o direito dos paraibanos que votaram nele.

Cunha Lima garantiu que a governabilidade estará preservada e tranqüilizou servidores e prestadores de serviços. "Vamos manter as funções do Estado junto aos seus fornecedores e prestadores de serviços, sem nenhuma descontinuidade", confirmou, anunciando para amanhã o início do pagamento do funcionalismo. "A nossa principal obrigação é o servidor público".

Sobre mudança na estratégia de defesa para o julgamento do recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o governador disse que a única estratégia é a verdade. "Tenho a tranqüilidade dos inocentes, a paz dos justos e a certeza da força da verdade", afirmou.

Cunha Lima foi cassado por abuso de poder político e econômico, além de conduta vedada. O programa que distribuiu em média 35 mil cheques através da Fundação de Ação Comunitária (FAC) foi considerado de caráter eleitoreiro e capaz de desequilibrar o pleito em favor de sua reeleição.

Sobre essa distribuição, o governador disse que não se arrepende da ajuda aos pobres que para ele foi viabilizada de forma legal pela Assembléia Legislativa quando implantou o Fundo de Combate à Pobreza. "Estamos enfrentando esse obstáculo que será vencido. Por mais longa que seja a noite, amanhecerá".

Confiante na legitimidade do seu mandato, o governador disse esperar que a decisão em primeira instância seja reformada pelo TSE. "Vamos juntos com todos os instrumentos da democracia e do estado de direito lutar pela preservação do mandato e da vontade dos paraibanos".

Redação Terra
 
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