Renan rebate críticas com 'alfinetada' em Agripino

12 de julho de 2007 • 17h49 • atualizado às 18h09

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Brasília


Ao deixar o Congresso Nacional, nesta quinta-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se defendeu das críticas recebidas após o adiamento da reunião da mesa diretora da Casa, que vai encaminhar o pedido de perícia em documentos apresentados ao Conselho de Ética à Polícia Federal (PF), e deu uma resposta atravessada a líderes da oposição que reclamaram do adiamento. "Só marca reunião quem ganha eleição. Quem tem 28 votos não marca reunião da mesa", afirmou. A frase de Calheiros é uma indireta clara ao líder do Democratas, José Agripino Maia (RN), que saiu derrotado da eleição para a presidência do Senado.

» Oposição: Renan interfere nos trabalhos
» Entenda as denúncias contra Calheiros
» Comissão pede perícia à Mesa
» Opine sobre o caso

A decisão sobre o adiamento foi anunciada pelo vice-presidente do Senado, Tião Vianna (PMDB-AC), após conversa com Calheiros.

Mais cedo, Calheiros convocou a reunião que decidiria sobre a perícia em seus documentos apenas para a próxima terça-feira, ganhando mais tempo no processo, o que gerou protesto da oposição, que queria a reunião para ainda hoje. Junto com o presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE), Agripino Maia acusou o presidente da Casa de estar protelando o processo do Conselho de Ética.

Calheiros disse que não tinha como tomar outra atitude em relação ao adiamento da reunião da mesa. "Recebi os documentos às 16h32, marquei reunião para o próximo dia que tem sessão da ordem do dia, na terça-feira. Não tenho como fazer diferente", afirmou Calheiros.

A decisão da perícia foi tomada em um encontro entre os três relatores do Conselho. Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) foram favoráveis a perícia, enquanto Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de Calheiros, se posicionou de forma contrária.

O acordo feito ontem com a oposição, que foi descumprido, foi de que a reunião da mesa aconteceria logo após o encontro do Conselho de Ética. A mesa diretora do Senado é o único órgão que pode fazer o pedido da perícia à Polícia Federal (PF).

Renan Calheiros é suspeito de ter contas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior. O senador nega as acusações e disse que o pagamento de pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha, foi realizado com rendimentos próprios.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »