São Paulo triplica o número de câmeras de vigilância

08 de julho de 2007 • 09h13 • atualizado às 11h10
Com as novas câmeras, o número de ruas monitoradas irá das atuais 96 para 369 Foto: Reinaldo Marques/Terra
Com as novas câmeras, o número de ruas monitoradas irá das atuais 96 para 369
06 de julho de 2007
Foto: Reinaldo Marques/Terra

Felipe Gil
Direto de São Paulo

São Paulo


A Guarda Civil Metropolitana de São Paulo irá triplicar o número de câmeras de vigilância usadas para monitorar as ruas da cidade até o final do ano. Atualmente, são 35 câmeras, mas até dezembro deverão ser 99.

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Com as 64 novas câmeras, o número de vias monitoradas irá das atuais 96 para 369. O custo de R$ 3,8 milhões será bancado pela iniciativa privada.

O objetivo da ação é aumentar a segurança nas ruas da cidade, já que de acordo com o inspetor Evander Simão de Almeida, responsável pelo projeto de monitoramento na cidade, a câmera inibe a ação dos bandidos. Segundo ele, nos locais da cidade onde já há câmeras a redução de crimes foi em média de 15%. Ele cita como exemplo o Vale do Anhangabaú, onde o comércio de drogas foi praticamente zerado.

"Conseguimos colocar as imagens de uma ocorrência em tempo real na tela do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom)", diz. A maioria das prisões ocorre por venda de entorpecentes, furtos e roubos a pedestres e estabelecimentos comerciais.

A segunda fase do programa de monitoramento da cidade será expandida para as avenidas Paulista, Doutor Arnaldo, Rebouças, Henrique Schaumann, 23 de Maio e Senador Queirós e para a Baixada do Glicério. A rua 25 de Março e a região da Nova Luz, que já têm câmeras, receberão mais equipamentos.

Apesar dos números, nem todos concordam com as câmeras como política de segurança pública. "Filmar a rua me parece um tipo de ação muito pouco eficiente e determinante de violação da privacidade. Seria melhor executar os 120 mil mandados de prisão expedidos e não cumpridos em São Paulo", diz Vidal Serrano Nunes, promotor de Justiça e professor de direito constitucional da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

Redação Terra
 
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