O parque Trianon receberá três câmeras de monitoramento até o fim do ano |
Felipe Gil
Direto de São Paulo
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As câmeras no parque terão funções nas áreas de segurança, ambiental e social, diz Silva. De toda forma, segundo o inspetor Evander Simão de Almeida, responsável pelo projeto de monitoramento na cidade, "a principal preocupação é com a prevenção e a segurança do usuário".
Apesar da fama de local de prostituição, a última ocorrência registrada no parque, de acordo com o 78º DP, que atende a área, foi por ato obsceno, há cerca de três meses. A Polícia Militar não divulgou o número de atendimentos ocorridos no parque sob a alegação de que o dado é confidencial.
Dotadas de infravermelho - o que permite captação de imagens no escuro - e de um potente zoom que aproxima detalhes distantes em até 1 km, as câmeras permitirão a observação dos hábitos noturnos da fauna do parque, que inclui esquilos, morcegos e aranhas.
O projeto é piloto na área ambiental e será ampliado para outros parques da cidade. "O monitoramento do Trianon permitirá treinar os olhos dos Guardas Civis para que percebam os animais e façam anotações.
Posteriormente, as imagens poderão ser estudas por um técnico", explica Silva. No centro de controle da GCM, 56 funcionários se alternam no monitoramento das 35 câmeras já instaladas durante as 24 horas do dia.
Na área social, Silva destaca o papel das câmeras no acompanhamento dos sem-teto que dormem e circulam pelo parque. "Muitas vezes a pessoa está ferida ou com dor e tem vergonha de procurar ajuda. Com as câmeras, poderemos ver um eventual problema e acionar os serviços de socorro".
Redação Terra