SP: antigo ponto de prostituição ganhará câmeras

08 de julho de 2007 • 09h17 • atualizado às 09h59
O parque Trianon receberá três câmeras de monitoramento até o fim do ano Foto: Reinaldo Marques/Terra
O parque Trianon receberá três câmeras de monitoramento até o fim do ano
06 de julho de 2007
Foto: Reinaldo Marques/Terra

Felipe Gil
Direto de São Paulo

São Paulo


O parque Trianon, localizado na avenida Paulista, zona central de São Paulo, receberá até o fim do ano três câmeras de monitoramento da Guarda Civil Metropolitana (GCM). O local ficou conhecido como ponto de prostituição masculina e teve problemas com o tráfico de drogas. "Isso foi corrigido ao longo do tempo, e hoje vemos as famílias de volta ao parque. Mas alguns casais exageravam e praticavam atos que não deveriam ocorrer dentro do parque", diz Luiz Fernando da Silva, administrador do Trianon.

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As câmeras no parque terão funções nas áreas de segurança, ambiental e social, diz Silva. De toda forma, segundo o inspetor Evander Simão de Almeida, responsável pelo projeto de monitoramento na cidade, "a principal preocupação é com a prevenção e a segurança do usuário".

Apesar da fama de local de prostituição, a última ocorrência registrada no parque, de acordo com o 78º DP, que atende a área, foi por ato obsceno, há cerca de três meses. A Polícia Militar não divulgou o número de atendimentos ocorridos no parque sob a alegação de que o dado é confidencial.

Dotadas de infravermelho - o que permite captação de imagens no escuro - e de um potente zoom que aproxima detalhes distantes em até 1 km, as câmeras permitirão a observação dos hábitos noturnos da fauna do parque, que inclui esquilos, morcegos e aranhas.

O projeto é piloto na área ambiental e será ampliado para outros parques da cidade. "O monitoramento do Trianon permitirá treinar os olhos dos Guardas Civis para que percebam os animais e façam anotações.

Posteriormente, as imagens poderão ser estudas por um técnico", explica Silva. No centro de controle da GCM, 56 funcionários se alternam no monitoramento das 35 câmeras já instaladas durante as 24 horas do dia.

Na área social, Silva destaca o papel das câmeras no acompanhamento dos sem-teto que dormem e circulam pelo parque. "Muitas vezes a pessoa está ferida ou com dor e tem vergonha de procurar ajuda. Com as câmeras, poderemos ver um eventual problema e acionar os serviços de socorro".

Redação Terra
 
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