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Sexta, 6 de julho de 2007, 14h54 Atualizada às 14h58

Vizinho de igreja cria protesto "Deus não é surdo"

O analista de sistemas Leandro Galassi, 25 anos, vizinho de um templo da igreja Assembléia de Deus, criou na Internet o movimento "Deus não é surdo" (www.deusnaoesurdo.com.br), onde se pode desabafar sobre o som emitido durante os cultos. O número de acessos na quinta-feira chegou a 1,1 mil.

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Leandro mora há dois anos com os pais e dois irmãos no bairro do Limão, subúrbio de São Paulo. "Quando aluguei o imóvel, sabia da igreja. Mas não imaginava que seria tanto barulho", diz ele, que é católico não praticante.

O analista já tentou acordo com o pastor várias vezes. "Eles baixam o som na hora, mas duas semanas depois voltam a exagerar", conta. Ele recorreu também ao Programa de Silêncio Urbano, da Prefeitura de São Paulo. Técnicos estiveram no local e recomendaram o revestimento acústico, mas a igreja ainda não respondeu. O analista afirma ter dificuldades para ver TV e até conversar durante os cultos mais inflamados.

O site chega a registrar até mil acessos diários. Além dos relatos, o site traz enquete sobre as denominações evangélicas e religiões com mais reclamações. A Igreja Universal lidera com 1.045 reclamações, seguida pela Assembléia de Deus (947), Deus É Amor (279), centros de umbanda (238) e Igreja Católica (133).

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