Professor ficou afastado 20 meses da escola e quando retornou assumiu funções administrativas |
Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
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Na opinião dele, os problemas de dentro da sala de aula acabam influindo na vida cotidiana. "Os alunos te enfrentam cara a cara. Tiram sarro de você, saem da sala sem dar qualquer satisfação e ainda te ameaçam. Cansei de ouvir que algo ruim poderia me acontecer 'lá fora'", diz.
O professor lembra dos maus momentos que viveu em sala de aula. "As agressões psicológicas e verbais são contínuas. Isso vai estressando até chegar a um ponto que você se sente impotente para o trabalho. Emocionalmente você sai do seu eixo, não consegue dar uma boa aula", diz.
Ele diz que chegou a falar para a diretora do colégio que ou ia bater ou ia apanhar. "Se bato, sou processado, se apanho, fico no prejuízo." De acordo com o professor, "em uma aula de 50 minutos, você passa 30 minutos chamando a atenção dos alunos e sobram 20 para o ensino propriemante dito", diz.
Segundo ele, somente na escola em que trabalha, há cinco professores readaptados, ou seja, que hoje exercem outra função dentro da escola por problemas com alunos. Mas nessa função, também há problemas.
"Hoje a escola se tornou um ambiente não para o conhecimento, mas para namorar, beber, usar drogas. O professor, é, na maioria das vezes visto como um inimigo. Você até quer se aproximar, mas muitos alunos não deixam. É uma situação de extremos."
Redação Terra