Alfredo Junqueira, Carol Medeiros e Leila Souza Lima
Rio de Janeiro
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Nova Iguaçu e Duque de Caxias serão ainda alvos prioritários das obras sob responsabilidade da Cedae, junto com São Gonçalo. Segundo o presidente da empresa, Wagner Victer, todos os projetos serão licitados este ano. "Vamos dar prioridade ao aumento da oferta de água. Dos sete previstos para São Gonçalo, cinco serão imediatos", explica Victer.
Entre as obras planejadas pela Prefeitura do Rio, a primeira a sair do papel será a urbanização de cinco favelas na Tijuca. As ruas do Sumaré, Bispo, Matinha, Rodo e Pantanal serão as primeiras de 11 comunidades do bairro a receber pavimentação, iluminação, contenção de encostas e rede de água e esgoto. Mais de 130 mil moradores serão beneficiados.
Além da Tijuca, passarão por obras os complexos do Alemão e Manguinhos - em parceria com o governo do estado - e a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá.
As obras já iniciadas em Nova Iguaçu estão sendo bancadas pela contrapartida aos investimentos federais. Drenagem, saneamento e pavimentação de 96 ruas de cinco comunidades estão em andamento. Segundo o secretário municipal de Participação Popular e Comunicação, Rui Aguiar, os demais projetos estão em fase de licitação: "Iniciamos nossas obras dando prioridade a quem tem que pisar na lama para sair de casa".
O prefeito de Caxias, Washington Reis, confirmou que as primeiras obras começam em agosto. "Vamos iniciar logo essas intervenções, que vão mudar totalmente a história e o destino do município", afirmou.
O principal projeto da cidade é a revitalização do centro, que inclui a urbanização das comunidades Parque Vila Nova (antiga favela do Lixão) e Vila Ideal, com a construção de 3.900 casas populares, e a canalização do canal Caboclo.
Chances de trabalho ficam nas comunidades
Dos 30 mil empregos diretos anunciados pelo vice-governador e secretário estadual de Obras, Luiz Fernando Pezão, durante o lançamento oficial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Rio, 15 mil a 20 mil vão surgir com as primeiras licitações para urbanização de comunidades carentes, e 10 mil, nas obras de saneamento. Uma boa dica para quem se interessar: procurar postos do Sine e se cadastrar.
Tanto nas obras de urbanização quanto nas de saneamento, a orientação para contratação é a mesma: empreiteiras devem priorizar moradores das regiões que vão receber os investimentos. Outra idéia é direcionar a captação de mão-de-obra ao serviço de intermediação de vagas do estado - as agências de trabalho e renda (Sine). "Vamos oferecer a essas pessoas condições para que gerem a própria renda, incentivá-las a abrir microempresas, a promover eventos", diz o presidente da Empresa de Obras Públicas do estado, Ícaro Moreno. Para Wagner Victer, iniciativas vão aquecer o mercado imobiliário.
A previsão é de mais 100 mil ofertas indiretas ao longo da execução dos projetos - oportunidades de trabalho em empresas prestadoras de serviço, fornecedores e geradas por novos empreendimentos atraídos para as regiões revitalizadas.
Funções básicas para iniciar
No primeiro momento de implementação dos projetos do PAC no Rio, haverá campo de trabalho para os profissionais essenciais do segmento de construção civil. São carpinteiros, armadores, encanadores, eletricistas, montadores de estruturas metálicas, técnicos de edificações, pedreiros e outros.
Recrutadas para abrir os canteiros de obras, essas equipes vão atuar desde a fase de terraplanagem até a finalização da urbanização das ruas. Quem conseguir colocação nesses projetos provavelmente será aproveitado em novas licitações, mesmo fora da Cidade do Rio. Nesse ramo de atividade, trabalhadores são contratados por empreitada.
Leva vantagem na seleção quem já atua nesse mercado. Mas algumas funções de baixa qualificação, como ajudante de obra, dispensam experiência. As agências de trabalho e renda encaminham candidatos a empresas do setor. Basta fazer inscrição em postos próximos de casa.
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