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De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, a polícia já identificou oito dos 19 mortos. Um familiar teria reconhecido um nono morto, mas ainda são necessários alguns exames para a confirmação da identidade. Nesta quinta-feira, a operação no Alemão completou 57 dias, somando 44 mortos, segundo o governo.
Parentes se queixavam na portaria do IML. Maria de Fátima de Paula disse que o filho Bruno de Paula Gonçalves, o Maluquinho, 20 anos, foi assassinado por um policial que o teria retirado de uma casa, onde estaria escondido após receber o primeiro tiro.
Ela disse não saber se o filho era traficante. Apresentou uma carteira de estudante dele e disse que o filho era catador de sucata, mas não pode garantir o que ele fazia. "Quando um filho sai, a gente não sabe onde vai."
João Tancredo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), baseando-se em relatos de moradores, disse que a polícia havia cometido "um massacre de civis" durante a operação.
O médico indicado pela OAB para presenciar a perícia foi vetado pela Secretaria de Segurança. O procedimento indignou Tancredo, que afirmou temer que laudos sejam forjados de modo a simular que as mortes ocorreram em tiroteios. Segundo ele, só oito dos 19 eram realmente traficantes.
Redação Terra