Roriz negou em Plenário qualquer tipo de ato ilícito e em alguns momentos chegou a chorar |
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
Brasil
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O senador aparece em escutas telefônicas negociando R$ 2,2 milhões com Tarcísio Franklin, ex-presidente do Banco do Brasília, preso na Operação Aquarela.
No discurso, Roriz voltou a afirmar que o cheque mencionado nas escutas foi um empréstimo do amigo Nenê Constantino para o pagamento de uma bezerra. "Trata-se de empréstimo pessoal contraído por um amigo, nada mais do que isso", afirmou.
Sobre o fato de o cheque, do Banco do Brasil, ter sido descontado no Banco de Brasília, Roriz falou que isso é corriqueiro. "Trata-se de operação legal que as instituições realizam para atrair clientes de grande porte, como é o caso do beneficiário do saque (o empresário Constantino de Oliveira)", afirmou.
O senador se emocionou ao falar de sua preocupação com o povo humilde, principalmente de Brasília. "Nunca demiti um funcionário simples que seja. Dei casa, moradia para pessoas que moravam nas favelas. Perguntem nas periferias de Brasília, se algum dia tive um comportamento que não fosse ético", afirmou, ressaltando que nunca sofreu tanto em sua vida.
Ao fazer sua defesa, Roriz citou ainda o caso do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que passa por um processo de quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa. "A imprensa, quando quiser, destrói, manipula. Veja o exemplo de Renan. Será que é justo tanta maldade?", questionou.
Durante os quase de 30 minutos de seu discurso, assistido por cerca de dez dos 81 senadores, ele não permitiu apartes. Antes de chegar no Congresso, Roriz evitou falar com a imprensa.
Nesta quarta-feira pela manhã, o Psol protocolou uma representação cotra Joaquim Roriz na mesa diretora da Casa por quebra de decoro parlamentar.
Redação Terra