"Isso significa que acabou o tempo em que o estagiário ficava feliz por ter o seu estágio de seis meses renovado, e que, na realidade, essa felicidade significava ter um ano de trabalho sem gozar de nenhum dia de descanso", explicou a deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), uma das autoras do substitutivo aprovado em Plenário.
A matéria, que agora será encaminhada para o Senado, proíbe a cobrança de taxa do estudante candidato a uma vaga de estágio, e, em caso de estágio não-obrigatório, a empresa tem que pagar bolsa mensal e vale-transporte, sem que isso represente vínculo empregatício.
"A lei tem multas para quem não cumprir (as regras). Tudo para garantir que o estagiário não substitua um trabalhador. Que ele não esteja ali para fazer qualquer coisa que não aprender algo relacionado à sua atividade de ensino", afirmou a deputada.
Ela disse que a proposta dará mais segurança jurídica às empresas, o que, segundo ela, pode aumentar as vagas de estágio no País.
O projeto não limita o número de estágios para estudantes do ensino superior nem do profissionalizante. Para os estágios em nível médio, o projeto determina que as empresas que empregam de um a cinco funcionários tenham um estagiário; empresas que empregam de cinco a dez funcionários, têm direito a dois estagiários, e empresas com mais de dez funcionários podem ter 20% de estagiários.
Agência Brasil