Rio: 1350 policiais ocupam morro; dois são baleados

27 de junho de 2007 • 10h13 • atualizado às 13h50
Cerca de 1.350 homens ocupam a favela do Alemão no Rio Foto: Nívea Souza/Terra
Cerca de 1.350 homens ocupam a favela do Alemão no Rio
27 de junho de 2007
Foto: Nívea Souza/Terra

Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro


Cerca de 1,2 mil policiais civis e militares, mais 150 homens da Força Nacional de Segurança Pública, ocupam as favelas do complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, em uma megaoperação que começou nesta manhã. O objetivo é cumprir mandados de prisão, recuperar veículos roubados e apreender armas. Há um intenso tiroteio em pelo menos três comunidades: Grota, Fazendinha e Nova Brasília. Além de um policial da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil ter sido baleado, pelo menos duas outras pessoas foram atindigas por balas perdidas.

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Arlete dos Santos, 48 anos, levou um tiro nas costas e Karen Cristina Batista Borges, 20 anos, foi ferida por estilhaços na perna esquerda. As duas foram levadas para o Hospital Getúlio Vargas na Penha, no subúrbio do Rio.

Pelo menos 50 viaturas foram colocadas ao longo da estrada do Itararé e de outras vias no entorno do conjunto de favelas. O trabalho mobiliza agentes de delegacias especializadas e do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope). Veículos blindados, conhecidos como "Caveirões", e dois helicópteros foram acionados.

A operação conta com o maior efetivo policial, depois de um longo período de ocupação da PM na área. Policiais militares iniciaram incursões diárias no Complexo do Alemão no dia 1º de maio para prender os responsáveis pelo assassinato de dois policiais no bairro de Oswaldo Cruz, no subúrbio carioca. Os conflitos já deixaram pelo menos 25 mortos.

Redação Terra
 
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