Rio: outro acusado de espancar doméstica é preso

25 de junho de 2007 • 16h52 • atualizado às 19h56
Empregada doméstica teve vários ferimentos após a agressão
Empregada doméstica teve vários ferimentos após a agressão
24 de junho de 2007
O Dia

Um dos dois jovens suspeitos de espancarem uma empregada doméstica em um ponto de ônibus na Barra da Tijuca, zona oeste, que estava foragido desde sábado, foi capturado pela polícia na manhã desta segunda-feira, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio. Rubens Arruda, 19 anos, estudante de Direito, estava escondido na casa de um amigo. A polícia chegou ao local após uma denúncia. Ele não resistiu à prisão.

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O aluno do último período de Turismo Rodrigo Bassalo, 21 anos, apontado como líder do grupo, ainda não foi localizado. Felippe de Macedo Nery Neto, 20 anos, aluno de Administração, Leonardo Andrade, 19 anos, técnico em informática, e Júlio Junqueira, 21 anos, estudante de Gastronomia, confessaram o crime na 16ª Delegacia Policial e foram levados para a Polinter. Eles estão sozinhos em uma mesma cela.

Os cinco são suspeitos de roubarem e espancarem empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto, 32 anos, em um ponto de ônibus, após saírem de uma boate. O crime aconteceu por volta das 4h40 de sábado. Três deles foram presos na madrugada do domingo. Ao prestar depoimento, um deles tentou justificar o ato, dizendo ter confundido Sirley com uma prostituta.

Para pegar os pertences da vítima, os jovens desferiram vários chutes, cotoveladas e socos na cabeça e rosto de Sirley, que ficou deformado. Eles teriam deixado o local do crime levando R$ 45 da vítima, além do celular que ela ainda não terminou de pagar, documentos e um guarda-chuva.

Os cinco serão acusados de tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte), por darem todos os golpes na cabeça da vítima, com risco evidente de morte. A pena vai de 12 a 15 anos de reclusão. A Justiça decretou prisão temporária dos cinco acusados.

Site de relacionamentos
Rodrigo, Júlio, Rubens, Leonardo e Felippe são vizinhos no condomínio de luxo Parque das Rosas, na Barra. Em suas páginas pessoais no site de relacionamento Orkut definem-se como playboys. Freqüentadores de raves (festas de música eletrônica), alguns deles participam de comunidades que exaltam a irresponsabilidade e a inconseqüência, como "Fui tomar juízo e só tinha Vodka".

Tão logo a notícia de suas prisões se espalhou, multiplicaram-se mensagens de revolta deixadas para os agressores. "Vocês vão aprender a não bater em mulher" e "vão te violentar na cadeia", dizia uma delas. A comunidade "Empregada espancada pelos 5" foi criada para divulgar o crime e o endereço dos perfis dos envolvidos.

Ainda foragido, Rodrigo admite no Orkut ser marrento e beber excessivamente. É membro da comunidade "Bon Vivant", criada para "malandros que gostam da vida mansa, vagabundagem e acham muito bom torrar dinheiro na boate com álcool".

No perfil de outro foragido, Rubens Arruda (Rubinho), amiga pede que ele tenha mais juízo agora que entrou na faculdade.

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