Gays e evangélicos se enfrentam na Paraíba

22 de junho de 2007 • 17h09 • atualizado em 25 de junho de 2007 às 10h17
A Polícia Militar foi chamada para fazer um cordão de isolamento entre os dois grupos Foto: Divulgação
A Polícia Militar foi chamada para fazer um cordão de isolamento entre os dois grupos
22 de junho de 2007
Foto: Divulgação

Michelle Sousa
Direto de João Pessoa

Brasília


Protestos simultâneos realizados por religiosos e entidades que defendem os direitos dos homossexuais causaram tumulto em Campina Grande, na Paraíba. Cerca de mil evangélicos, usando mordaças pretas, saíram às ruas no encerramento de campanha contra a um projeto de lei que define como crime a prática da homofobia no Brasil. Contrários aos religiosos, ativistas gays também realizaram manifestação no centro da cidade.

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O pastor Euder Faber, presidente da Visão da Nova Consciência Cristã (Vinacc), organizador de um dos protestos, explica que as mordaças simbolizam o que consideram a perda de liberdade de expressão a partir da aprovação do projeto. "É a mordaça gay", diz o pastor. "Eles (os homossexuais) vaiaram, ficaram gritando, tentando nos empurrar, nos oprimir", relata. A Polícia Militar foi chamada para fazer um cordão de isolamento entre os grupos.

"Nós chegamos para fazer nosso manifesto porque eles estavam proibidos pela Justiça de fazer o ato público deles. Não houve confronto, nem anarquia", garante David Soares, Presidente da Associação dos Homossexuais da cidade.

O pastor argumenta que a manifestação já estava programada há uma semana, como encerramento da campanha, que teve direito a outdoors pagos pelos religiosos. Foram esses cartazes que levaram o bate-boca à Justiça, que, em decisão liminar ontem, mandou retirá-los.

Redação Terra
 
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