Estudantes seguram bandeira de São Paulo durante a desocupação do prédio da reitoria |
Fabiano Falsi
Direto de São Paulo
Brasil
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No dia 3 de maio, cerca de 150 estudantes derrubaram a porta de entrada da reitoria da USP e se instalaram no local. O principal motivo das manifestações foram os decretos do governador do Estado de São Paulo, José Serra, que, segundo os estudantes, ampliariam gradualmente a privatização das universidades paulistas. Desde que ocuparam a reitoria, eles pediam a revogação das leis. No dia 16 de maio, os alunos ganharam a adesão de membros do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que entraram em greve.
Na quinta-feira, cerca de 250 alunos e funcionários enfrentaram a Polícia Militar (PM) durante uma passeata que começou dentro da universidade e seguiu pelas ruas do seu entorno. Não houve feridos.
Ficou acertado que os servidores receberão o pagamento referente aos 36 dias da greve. O auxílio alimentação passará de R$ 182 para R$ 250. Além disso, será formada uma comissão para negociar os demais itens da reivindicação.
O professor Osvaldo Coggiola, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), entrou no local da ocupação e afirmou que não houve nenhuma depredação do patrimônio público.
A assessoria de imprensa da USP enviou nota à imprensa confirmando a desocupação. Segue a nota na íntegra:
A reitoria da Universidade de São Paulo comunica que hoje, dia 22/06/07, no início da noite, as dependências do prédio da administração central foram desocupadas e, em decorrência, entregues os termos de compromisso firmados com os funcionários e estudantes. A Universidade, apesar das dificuldades encontradas, conseguiu superar os entraves por meio do diálogo.
São Paulo, junho de 2007.
A Reitoria
Manifestantes de diferentes partidos entraram em conflito durante a desocupação.
Redação Terra