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A desocupação, entretanto, está condicionada a uma assembléia do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp), de acordo com o diretor da entidade, Aníbal Cavali.
O documento do acordo, chamado de "Termo de Compromisso entre Reitoria e o Movimento Estudantil", aborda seis temas que estavam na pauta de reivindicações dos estudantes: assistência e moradia estudantil, com pedido de mais vagas, reforma, oferta de café da manhã e almoço aos domingos no bandejão central e transporte aos fins de semana; reforma da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e do departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional (Fofito); posicionamento da instituição a partir de reunião do Conselho Universitário sobre os decretos do governo José Serra; contratação de docentes; reuniões de acompanhamento das reivindicações; e, por fim, manutenção do regime de matrículas.
Mais cedo, alunos e funcionários da instituição enfrentaram a Polícia Militar durante uma passeata que começou dentro da universidade e seguiu pelas ruas do seu entorno. Cerca de 20 policiais da Força Tática da PM, munidos de escudos, tentaram impedir que a manifestação ganhasse as ruas e atrapalhasse o trânsito. Porém, tiveram de recuar quando os cerca de 250 manifestantes decidiram ir em frente. Não foram registrados feridos.
O governador José Serra disse que está cansado com a crise na universidade e lamenta que os alunos não tenham cumprido a reintegração de posse. Ele ressaltou que não existe prazo para, eventualmente, ser usada a força policial e criticou os manifestantes. Serra considera que o movimento não reivindica mais nada.
Redação Terra