Alunos da USP enfrentam policiais em manifestação

21 de junho de 2007 • 16h18 • atualizado às 17h39
Os policiais tentaram deter os manifestantes, mas não houve confronto Foto: Nelson Antoine/Futura Press
Os policiais tentaram deter os manifestantes, mas não houve confronto
21 de junho de 2007
Foto: Nelson Antoine/Futura Press

Alunos e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) enfrentaram a Polícia Militar (PM), nesta quinta-feira, durante uma passeata que começou dentro da universidade e seguiu pelas ruas do seu entorno. Cerca de 20 policiais da Força Tática da PM, munidos de escudos, tentaram impedir que a manifestação ganhasse as ruas e atrapalhasse o trânsito. Porém, tiveram de recuar quando os cerca de 250 manifestantes decidiram ir em frente. Não foram registrados feridos.

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De acordo com a polícia, a decisão de recuar se deu para que fosse evitado o enfrentamento. Ao ganharem as ruas, os manifestantes deixaram o trânsito da região oeste da cidade complicado. A passeata seguiu pela rua Alvarenga, avenida Vital Brasil, rua Camargo e avenida Afrânio Peixoto, até retornar ao campus.

No começo da confusão, parte dos alunos voltou ao prédio da reitoria, temendo uma ação da Polícia Militar, que pode, há qualquer momento, fazer cumprir decisão judicial de reintegração de posse do prédio à administração central.

Na madrugada de quarta-feira, a Polícia Militar cumpriu mandado de reintegração de posse do prédio da reitoria da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara, interior de São Paulo. O prédio também estava ocupado por alunos e funcionários.

Também na quarta-feira, a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) emitiu comunicado reiterando que só volta a negociar com os alunos que ocupam o prédio da direção da universidade assim que eles deixarem o local.

"A posição da reitoria, após a última reunião realizada com representantes de alunos e funcionários, em 4 de junho de 2007, é de que não haverá negociação com os ocupantes sem a prévia desocupação do prédio", diz a nota.

No começo da semana, os estudantes que ocupam a reitoria pediram nova rodada de negociações. Os alunos solicitavam que as propostas feitas pela reitoria em negociações anteriores fossem cumpridas. A reitoria retirou todas as propostas e diz que só volta a negociar com o fim da invasão.

Durante as negociações, a reitora Suely Vilela ofereceu a construção de mais moradias, reformas no prédio das universidade, melhorias no serviço de transportes e almoço e café da manhã nos restaurantes universitários também aos domingos.

Redação Terra
 
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