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Segundo as gravações, os inspetores da Polícia Civil Marcos Bretas, o Marcão, preso na Operação Furacão 1, e Alcides Campos Sodré, detido na terça-feira, usaram o local para não levantar suspeitas. Na época, Alcides era o braço-direito do então chefe da Polícia Civil, Ricardo Hallak. Hoje, ele está lotado na 2ª Coordenadoria Regional da Polícia do Interior (CRPI).
Apesar de o nome da igreja não ser citado no relatório da operação, monitoramentos feitos pela PF mostram que os encontros eram realizados rotineiramente pela dupla na Candelária, onde ocorriam as negociações. O local é próximo à sede da Polícia Civil, no centro, lugar em que Alcides trabalhou até o fim do ano passado.
Em troca dos pagamentos, os agentes interferiam, a mando de Marcão, em inquéritos de suas respectivas delegacias. Missões que prejudicariam bingos ou que apreenderiam máquinas caça-níqueis em bares e padarias eram abortadas.
As propinas eram acertadas de acordo com a quantidade de máquinas envolvidas e a importância da delegacia. Os policiais civis recebiam entre R$ 5 mil e 10 mil. Cada delegacia ganhava, no total, R$ 25 mil.
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