Operação Aquarela investiga mais de 900 pessoas

19 de junho de 2007 • 18h50 • atualizado em 20 de junho de 2007 às 01h17

O procurador-geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Leonardo Azeredo Bandarra, confirmou nesta terça-feira são 923 os investigados pessoas físicas e jurídicas na Operação Aquarela, deflagrada pela Polícia Civil do DF na última quinta-feira. Mais de R$ 100 milhões teriam sido desviados de cofres públicos, de acordo com a investigação.

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Ele afirmou que "o Banco de Brasília (BRB) é um dos alvos da investigação, mas não o único". E explicou que, para preservar o andamento da operação, o nome dos suspeitos está sob segredo de Justiça. Alguns deles, adiantou, podem ser enquadrados em mais de 20 tipos de crimes.

"Nós estamos com indícios e provas de que ocorreram crimes contra a administração pública, de peculato - que é o furto realizado pelo funcionário público -, desvios de licitação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Na realidade, esses tipos penais podem ser ampliados conforme o desenrolar da investigação", disse.

Para o procurador, a atuação conjunta entre o Ministério Público, Ministério da Justiça, Receita Federal e Polícia Civil do DF vem contribuindo para a elucidação do caso. "O tipo de investigação que nós fazemos permitirá, no final, ter pleno conhecimento de todo o trâmite do dinheiro e do valor exato que foi movimentado".

Apesar de as investigações ainda não estarem concluídas, Bandarra disse acreditar que tenham sido desviados mais de R$ 100 milhões dos cofres públicos. Indagado sobre o reembolso desse montante, ele lembrou que "desde a semana passada os bens dos investigados estão bloqueados não podem fazer qualquer movimentação bancária, não podem sacar dinheiro das suas contas, não podem vender seus carros e imóveis".

Bandarra informou ainda que não há prazo para o fim da Operação Aquarela: "nossa preocupação não é com o prazo, mas com o resultado. Não adianta encerrarmos a investigação hoje e as pessoas serem absolvidas amanhã".

Agência Brasil
 
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