Jeferson Ribeiro
Direto de Brasília
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"Eu não vou falar com vocês hoje", repetia com sotaque carregado, já que vive há décadas nos Estados Unidos. Unger evitou dar explicações sobre a sua polêmica chegada ao cargo de ministro. Em 2005, ele classificou o governo de Lula como o "mais corrupto da história".
Também não quis esclarecer porque, mesmo depois de ser convidado para o cargo, entrou com uma ação indenizatória contra empresa de telefonia que tem como principais acionistas fundos de pensão de estatais.
Tampouco comentou o pedido feito à Comissão de Ética Pública visando manter-se como uma espécie de consultor da concessionária de telefonia enquanto ocupa o cargo de ministro.
Quando estava deixando o Palácio, Unger não encontrou a saída, se perdeu do motorista e quase teve que recorrer a um táxi para ir embora. Questionado se havia perdido o motorista, o filósofo apenas riu, evitando a confirmação. Ao lado, uma assessora tentava arranjar uma carona para o novo ministro. Ele demorou cerca de 15 minutos para deixar o Palácio.
Durante o discurso de posse, o filósofo disse que o Brasil era capaz de reinventar o desenvolvimento e "que os olhos do mundo" se voltarão para o País.
Redação Terra