O filósofo Mangabeira Unger tomou posse na Secretaria de Planejamento de Longo Prazo |
Jefferson Ribeiro
Direto de Brasília
Brasília
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O filósofo citou Getúlio Vargas ao dizer que o ex-presidente fez "uma revolução aliando o Estado aos setores organizados da sociedade" e que hoje a revolução para qual trabalha o governo é a de "usar os recursos para ajudar a maioria ainda desorganizada".
O novo ministro criticou o que chamou de "ditadura da falta de alternativa" no mundo e colocou entre suas tarefas no novo cargo "democratizar o mercado, aprofundar a democracia, resguardar o pluralismo da história e o desenvolvimento da civilização".
Além disso, Unger afirmou que pretende ajudar a engajar todos os setores do governo e da sociedade na definição do rumo do País. "Não se aprende essa estratégia nacional em livros, não se deduz de doutrinas. Tem que pautar-se por um Brasil que já deu certo", disse.
No início de seu discurso, o filósofo afirmou que o País pode ficar de pé e caminhar com as próprias pernas porque "não está mais de joelhos diante do dinheiro de fora". Unger avaliou que, ao eleger Lula, o povo rejeitou "tutelas e reconciliou-se consigo mesmo". Segundo ele, o encontro dessas duas circunstâncias resulta em momento "mágico na história do Brasil".
Redação Terra