Secretário deixa cargo, mas permanece no governo

19 de junho de 2007 • 04h23 • atualizado às 13h35

Jeferson Ribeiro
Direto de Brasília

Brasília


O secretário-geral do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE), general Oswaldo Oliva Neto, se reuniu na manhã desta terça-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pediu para deixar o NAE. Porém, foi convencido por Lula a continuar no governo e deve ser o responsável por um projeto relacionado à inclusão digital de escolas que tramita no âmbito da Casa Civil.

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Pela manhã, Oliva Neto, que é irmão do senador Aloízio Mercadante (PT-SP), apresentou ao presidente um resumo de suas atividades à frente do Núcleo. Ele está deixando o setor por discordar da linha de planejamento do futuro secretário de Planejamento de Longo Prazo, o filósofo Mangabeira Unger, que toma posse na tarde dessa terça-feira.

Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, o presidente Lula está contente com a permanência de Oliva Neto no governo.

Oliva Neto disse que Mangabeira chegou a pedir que ele continuasse à frente do NAE. "Ele pediu para que eu ficasse no NAE, mas eu agradeci e declinei". Na avaliação dele, o trabalho dos dois seria conflitante, porque o filósofo tem uma linha norte-americana de planejamento estratégico e ele está mais ligado às linhas de pensamento do Europa.

Segundo Oliva Neto, o NAE foi concebido dentro do conceito de planejamento europeu e se ele continuasse à frente do órgão Mangabeira não teria tanta liberdade para mudar os rumos do Núcleo.

"Não estou brigado, não estou amargurado com ninguém. Está tudo bem, tanto que continuo como assessor especial da presidência e falei com a ministra Dilma (chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff) para levar adiante o projeto de inclusão digital das escolas no País", comentou.

Oliva Neto revela que o projeto ambicioso pretende conectar todas as escolas brasileiras à Internet com banda larga até 2010. "Se eu continuasse no NAE geraria muita controvérsia dentro do governo. É melhor que eu saia para dar liberdade ao professor Mangabeira, que é muito competente e está animado para colaborar com o governo", explicou.

Redação Terra
 
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