Xeque-Mate: policiais suspeitos serão afastados

16 de junho de 2007 • 19h12 • atualizado às 19h39

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Mario Jordão, afirmou neste sábado que mais de 20 policiais civis que ocupam cargo de chefia em delegacias serão afastados de seus cargos por ter seus nomes registrados na agenda do advogado Jamil Chokr - suspeito de trabalhar para a máfia dos caça-níqueis, investigada pela Operação Xeque-Mate.

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Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o afastamento dos policiais dos cargos de chefia não têm caráter punitivo. O objetivo, afirmou Jordão, é dar mais transparência à investigação.

As novas diretrizes foram traçadas após reunião entre o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, Mário Jordão e o Corregedor Geral da Polícia Civil (órgão responsável pelo inquérito), Francisco de Souza Campos.

Agora serão três delegados, dois promotores e três equipes policiais trabalhando conjuntamente para ouvirem mais de 200 pessoas citadas no inquérito. O objetivo é apurar o mais rápido possível qualquer ilegalidade de policiais eventualmente envolvidos com a máfia dos caça-níqueis.

"A posição do governo é de dar plena e total liberdade para uma investigação profunda, doa a quem doer", disse Marzagão.

Chokr se envolveu em um acidente de carro depois de ser perseguido por um motoqueiro na Marginal Tietê. No veículo, a polícia encontrou envelopes com R$ 38 mil em dinheiro, que teriam distritos policiais da capital paulista como destinos, peças de máquinas caça-níqueis, além de listas e planilhas com nomes e telefones que podem ser de investigadores e delegados. O advogado alega que os valores correspondem a honorários trabalhistas.

Redação Terra
 
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