PF começa perícia em documentos de Calheiros

16 de junho de 2007 • 15h15 • atualizado às 18h30

Elaine Lina
Direto de Brasília

Distrito Federal


Começou neste sábado a perícia superficial dos documentos apresentados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que comprovariam rendimentos de R$ 1,9 milhão com venda de gado. O dinheiro, segundo o senador, teria custeado gastos com a filha que ele tem com a jornalista Mônica Veloso. Os documentos são analisados por peritos da Polícia Federal, a pedido do Conselho de Ética do Senado.

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O presidente do Conselho de Ética, Sibá Machado (PT-AC), acompanhou a fase inicial da perícia neste sábado, no Senado, até o material ser levado pelos policiais federais. O local onde será concluída a analise não foi revelado, mas, caso siga o procedimento de praxe, será no Instituto de Criminalística.

O pedido de Sibá Machado, resume-se à comprovação da autenticidade dos documentos e não haverá análise contábil dos dados. A expectativa é que a perícia, por ser superficial, contribua para inocentar Calheiros da acusação de uso de documentos frios para justificar o repasse de dinheiro. Uma avaliação completa, levaria uma semana ou mais, mas o Conselho de Ética tem pressa em encerrar o caso.

Após Mônica Veloso dizer que Calheiros tinha despesas pessoais - inclusive a pensão da filha deles - pagas por um lobista da construtora Mendes Júnior, Calheiros apresentou a documentação para provar que tinha condições de pagar o auxílio financeiro à menina.

Uma reportagem do Jornal Nacional de quinta-feira, porém, contestou a veracidade de alguns documentos. Notas que comprovariam a venda de gado das fazendas de Calheiros seriam posteriores Na manhã da sexta-feira, ele apresentou mais documentos para rebater as novas denúncias.

Depois de muita discussão, o relator do processo contra Calheiros no Conselho de Ética, Epitácio Cafeteira (PTB-MA), aceitou adiar para terça-feira a votação de seu parecer sobre a representação do Psol para investigar a suposta quebra de decoro parlamentar. Ele recomenda o arquivamento do caso. "Se quiserem prorrogar, prorroguem. Mas eu não mudarei uma linha do meu parecer", disse, nessa sexta-feira.

Com Agência Brasil

Redação Terra
 
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