Calheiros mostrou-se satisfeito com o adiamento da reunião do Conselho de Ética |
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
Brasília
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Com o adiamento, haverá mais tempo para as investigações. Pedro Calmon, advogado da jornalista Mônica Veloso, com quem Calheiros tem uma filha, e o lobista Cláudio Gontijo, acusado de pagar contas pessoais do presidente da Casa, podem ser ouvidos na semana que vem.
"Não queríamos o arquivamento sumário, portanto conseguimos tudo o que queríamos. Poderemos assim dar votos mais conscientes", disse o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM).
"Sempre esperamos que o parecer fosse votado da maneira mais adequada, mas o fato é que precisávamos de mais investigações", concordou Demóstenes Torres (Democratas-GO).
Já a base aliada, que lutava pelo arquivamento sumário do relatório, mudou de discurso nesta sexta-feira. Para eles, o adiamento foi a melhor solução para se ter uma conclusão do processo sem nenhuma dúvida.
"O presidente Renan tem todo o interesse em esclarecer. Não há um entendimento para pendência na situação do presidente do Senado", disse o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).
O líder do PSB, Renato Casagrande (ES), também acredita que o tempo é necessário para que os questionamentos sejam esclarecidos. "Precisávamos desse tempo para realizar a perícia. Acho que ela que resolverá o caso", disse.
Casagrande disse ainda, mesmo sendo da base aliada, que caso a perícia constate que os documentos de defesa são falsos, a situação se complicará para Calheiros. "Não podemos fazer julgamentos antecipados, mas qualquer documento falso, independente da quantidade, é um ponto negativo", afirmou.
Redação Terra