Senado: oposição se diz satisfeita com adiamento

15 de junho de 2007 • 17h55 • atualizado às 18h45
Calheiros mostrou-se satisfeito com o adiamento da reunião do Conselho de Ética Foto: Agência Senado/Divulgação
Calheiros mostrou-se satisfeito com o adiamento da reunião do Conselho de Ética
15 de junho de 2007
Foto: Agência Senado/Divulgação

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Brasília


A oposição comemorou, nesta sexta-feira, o adiamento da votação no Conselho de Ética do relatório de Epitácio Cafeteira (PTB-MA), que pede o arquivamento do processo contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). PSDB, Democratas e PDT afirmaram que a vontade deles foi feita, já que as três legendas apresentaram voto em separado nesse sentido.

» Veja mais fotos
» "Fui eu que pedi", diz Calheiros
» Conselho: Sibá convoca Calmon e Gontijo
» Calheiros pede suspensão de trabalhos
» Calheiros: 'A verdade vai preponderar'

Com o adiamento, haverá mais tempo para as investigações. Pedro Calmon, advogado da jornalista Mônica Veloso, com quem Calheiros tem uma filha, e o lobista Cláudio Gontijo, acusado de pagar contas pessoais do presidente da Casa, podem ser ouvidos na semana que vem.

"Não queríamos o arquivamento sumário, portanto conseguimos tudo o que queríamos. Poderemos assim dar votos mais conscientes", disse o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM).

"Sempre esperamos que o parecer fosse votado da maneira mais adequada, mas o fato é que precisávamos de mais investigações", concordou Demóstenes Torres (Democratas-GO).

Já a base aliada, que lutava pelo arquivamento sumário do relatório, mudou de discurso nesta sexta-feira. Para eles, o adiamento foi a melhor solução para se ter uma conclusão do processo sem nenhuma dúvida.

"O presidente Renan tem todo o interesse em esclarecer. Não há um entendimento para pendência na situação do presidente do Senado", disse o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).

O líder do PSB, Renato Casagrande (ES), também acredita que o tempo é necessário para que os questionamentos sejam esclarecidos. "Precisávamos desse tempo para realizar a perícia. Acho que ela que resolverá o caso", disse.

Casagrande disse ainda, mesmo sendo da base aliada, que caso a perícia constate que os documentos de defesa são falsos, a situação se complicará para Calheiros. "Não podemos fazer julgamentos antecipados, mas qualquer documento falso, independente da quantidade, é um ponto negativo", afirmou.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »