Conselho pode ouvir apenas lado de Renan Calheiros

15 de junho de 2007 • 16h18 • atualizado às 18h43
Calheiros mostrou-se satisfeito com o adiamento da reunião do Conselho de Ética Foto: Agência Senado/Divulgação
Calheiros mostrou-se satisfeito com o adiamento da reunião do Conselho de Ética
15 de junho de 2007
Foto: Agência Senado/Divulgação

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Brasília


O presidente do Conselho de Ética, Sibá Machado (PT-AC), admitiu nesta sexta-feira, após reunião do colegiado, a possibilidade de os parlamentares ouvirem apenas o lobista Cláudio Gontijo, acusado de pagar contas pessoas do presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL). Além dele, Machado também convidou Pedro Calmon, advogado de Mônica Veloso (com quem Calheiros tem uma filha) para prestar depoimento.

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O problema é que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) determina que os advogados não podem falar em nome de seus clientes sobre processos que correm em segredo de Justiça. Mônica Veloso tem um processo sigiloso contra Calheiros na vara de família sobre a pensão de sua filha. Questionado se seria incorreto ouvir apenas uma das partes, Machado respondeu: "se não houver a possibilidade de ouvir o outro lado não posso fazer nada".

O presidente do Conselho admitiu ainda a possibilidade de adiar mais uma vez a votação da representação contra Calheiros, marcado para a próxima terça-feira, caso a perícia nos documentos não estejam prontas. Machado ainda não definiu qual o órgão que realizará o trabalho. Existe a possibilidade de ser feito pela Polícia Federal, Ministério Público, Tribunal de Contas da União ou ainda um órgão interno do Senado.

A documentação analisada pelos técnicos são referentes a comprovação da movimentação rural de Calheiros, que ontem foram colocadas em suspeita pela reportagem do Jornal Nacional.

Machado disse que pedirá que o órgão escolhido trabalhe todo o final de semana e que o material deve ser enviado ainda nesta sexta-feira. "Acredito que a qualidade prevalecerá, portanto se não der tempo, admito a possibilidade de adiar a reunião novamente", disse Machado.

Inicialmente, a votação do relatório de Epitácio Cafeteira (PTB-MA), que pede o arquivamento do processo contra Calheiros, estava marcada para acontecer hoje, mas por entendimento entre os líderes e à pedido do próprio presidente da Casa, foi adiada para a semana que vem.

Redação Terra
 
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