Calheiros mostrou-se satisfeito com o adiamento da reunião do Conselho de Ética |
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
Brasília
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O problema é que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) determina que os advogados não podem falar em nome de seus clientes sobre processos que correm em segredo de Justiça. Mônica Veloso tem um processo sigiloso contra Calheiros na vara de família sobre a pensão de sua filha. Questionado se seria incorreto ouvir apenas uma das partes, Machado respondeu: "se não houver a possibilidade de ouvir o outro lado não posso fazer nada".
O presidente do Conselho admitiu ainda a possibilidade de adiar mais uma vez a votação da representação contra Calheiros, marcado para a próxima terça-feira, caso a perícia nos documentos não estejam prontas. Machado ainda não definiu qual o órgão que realizará o trabalho. Existe a possibilidade de ser feito pela Polícia Federal, Ministério Público, Tribunal de Contas da União ou ainda um órgão interno do Senado.
A documentação analisada pelos técnicos são referentes a comprovação da movimentação rural de Calheiros, que ontem foram colocadas em suspeita pela reportagem do Jornal Nacional.
Machado disse que pedirá que o órgão escolhido trabalhe todo o final de semana e que o material deve ser enviado ainda nesta sexta-feira. "Acredito que a qualidade prevalecerá, portanto se não der tempo, admito a possibilidade de adiar a reunião novamente", disse Machado.
Inicialmente, a votação do relatório de Epitácio Cafeteira (PTB-MA), que pede o arquivamento do processo contra Calheiros, estava marcada para acontecer hoje, mas por entendimento entre os líderes e à pedido do próprio presidente da Casa, foi adiada para a semana que vem.
Redação Terra