
Os indígenas exigiam que a Funai reativasse três núcleos de apoio na região, fechados por orientação do Tribunal de Contas da União. Após a negociação, eles concordaram com a implantação de um núcleo da Funai no município de Jenipapo dos Vieiras, a 18 km de distância da terra indígena Cana Brava, onde vive seis mil pessoas.
O bloqueio da BR-226 durou dois meses. Além de bloquear a rodovia, os indígenas ameaçavam derrubar as torres de transmissão da Eletronorte que passavam dentro da aldeia.
A briga entre a Funai e os Guajajara foi mediada pelo procurador federal Luis Carlos Oliveira Junior, que conseguiu há duas semanas que os índios bloqueassem a estrada apenas à noite e retirassem a lenha colocada sob as torres de transmissão.
Com a demora da Funai em responder ao apelo dos indígenas, os Guajajara voltaram a bloquear a estrada o dia todo e conseguiram desligar uma torre de energia. Só então, a Funai retomou as negociações.
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