Metroviários decidem pelo fim da greve em SP

14 de junho de 2007 • 01h08 • atualizado às 12h22
Em assembléia, metroviários decidem pelo fim da greve  Foto: Vagner Magalhães/Terra
Em assembléia, metroviários decidem pelo fim da greve
14 de junho de 2007
Foto: Vagner Magalhães/Terra

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

São Paulo


Os metroviários decidiram, em assembléia nesta manhã, pelo fim da greve no Metrô de São Paulo. A direção do Metrô fez uma contraproposta de reajuste salarial aos metroviários e ofereceu uma reposição de 4,35% e de reajuste de 3,09% nos benefícios - o que foi aceito. O serviço do Metrô deve ser retomado até as 14h.

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O presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Flávio Godoy, afirmou depois da votação que decidiu pelo fim da greve, que a campanha salarial dos metroviários se encerra hoje, já que, por maioria absoluta de votos, o valor do reajuste salarial proposto pelo Metrô foi aceita. "O que pesou mais para o fim da greve foi a proposta econômica. Houve um avanço claro com a inclusão dos benefícios, e o Metrô também se comprometeu a analisar problemas internos da categoria nos próximos 90 dias", disse.

Godoy espera que o reajuste dos metroviários não seja utilizado pelo governo como pretexto para aumento das tarifas, que atualmente custa R$ 2,30. O sindicato ainda pretende, durante as negociações, reverter a demissão de dois funcionários na greve anterior.

Os metroviários de São Paulo entraram em greve à 0h desta quinta-feira. A decisão foi tomada pela categoria em assembléia, realizada na noite de quarta-feira, que optou pela paralisação por reajustes salariais e outras reivindicações. Cerca de 3 milhões de usuários foram prejudicados pela greve dos metroviários.

Sem informações, muitas pessoas não sabiam o que fazer para chegar ao trabalho e não tinham informações sobre as alterações nas linhas de ônibus, definidas pela Prefeitura para tentar minimizar os efeitos da paralisação dos metroviários.

O segurança Jeniffer de Souza, 44 anos, precisava chegar ao trabalho, no centro da cidade, às 7h15. "Não sei nem como fazer. Fui dormir achando que tinha Metrô. Chegando aqui, vi tudo fechado", disse no início desta manhã, na estação Corinthians-Itaquera.

De acordo com o Sindicato dos Metroviários, as tentativas de negociação com o governo estavam ocorrendo sem sucesso desde maio. Inicialmente, a categoria reivindicava 3,09% de reajuste salarial e 9,98% de aumento real a título de produtividade, realização de concurso para contratar novos funcionários e reintegração dos diretores demitidos na manifestação do dia 23 de abril.

Redação Terra
 
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