Calheiros: relator pede arquivamento de processo

13 de junho de 2007 • 13h36 • atualizado às 16h27

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Brasília


O senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), relator do processo por quebra de decoro contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediu, no Conselho de Ética, que a matéria seja arquivada por ausência de provas. Segundo Cafeteira, a presunção de inocência sempre permanece caso não tenha nenhuma prova contrária. E, para ele, é o que acontece no caso de Calheiros.

» Calheiros se cala antes de reunião
» Psol pedirá que Conselho ouça jornalista
» Aliados: Mônica não precisa ser ouvida
» Relator recebe documentos
» Advogado teria sofrido ameaça
» Renan não disse origem do dinheiro
» Calheiros pede documento à Receita
» Opine sobre o assunto

"Quero dizer que passei todos esses dias trabalhando e não encontrei nenhum documento para justificar a abertura de processo. Isso tudo serviu apenas para causar uma devasa na vida pessoal de Calheiros", afirmou Cafeteira.

Antes mesmo do senador ler o seu relatório, Marconi Perillo (PSDB-GO) informou que, em nome do seu partido, pediria vista da matéria. José Neri (Psol) disse que o pedido de vista não é o mais adequado, pois não cumpre as formalidades necessárias. O partido argumenta que é necessário o depoimento dos envolvidos no caso para uma decisão isenta.

O senador Demóstenes Torres (Democratas-GO) alegou também que o modo como o relatório foi apresentado não dava direito aos membros do Conselho fazerem seu julgamento. Apesar de confirmar que os parlamentares têm em mente a simpatia pelo presidente da Casa, Demóstenes disse que seria mais justo seguir a tradição, ou seja, ouvir os envolvidos no caso.

"Queremos ter a oportunidade para decidirmos com maior justiça. É direito nosso, ter como formar nosso juízo". Se fizessemos tudo da maneira usual, chegaríamos aqui com a consciência tranqüila, afirmou Demóstenes.

O Psol, partido autor da representação contra Calheiros, solicitou que a jornalista Mônica Veloso, com quem o presidente da Casa tem uma filha de 3 anos, deponha na comissão. O pedido foi negado pelo relator do caso de acordo com o Jornal Hoje. Mônica acusou Calheiros de pagar sua pensão por meio de um lobista da construtora Mendes Júnior.

Calheiros cancelou a sessão no Plenário até o final dos trabalhos do Conselho de Ética. Segundo o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RO), Calheiros quer que tudo seja feito com a mais absoluta transparência e quer também que a população possa acompanhar os trabalhos do colegiado. A reunião está sendo transmitida pela TV Senado. Se a sessão do Plenário continuasse, a transmissão da discussão no Conselho de Ética seria cortada e passaria para o Plenário.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »