Lula disse que turista não gosta de favela ou palafitas, quer 'monumentos e bons restaurantes' |
Jeferson Ribeiro
Direto de Brasília
Brasil
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"O que a gente vê de bonito na imprensa brasileira? Não tem. Se fala de Pernambuco, é morte. Se fala do Ceará, é morte. Se fala da Bahia, é morte. Daí, ou seja, ele fala (o turista), espera aí eu não vou sair daqui. Vou ficar dentro de casa e ainda olha se tem uma fresta para não vir uma bala perdida. Essa é uma parte histórica do País, mas há outra parte que nos motiva a viajar", discursou Lula.
O presidente reclamou ainda do controle do Ministério Público e da oposição com os gastos em turismo. "Os Estados brasileiros têm de colocar propaganda em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais. Não basta ficar falando do Acre dentro do Acre. Os acreanos já sabem. Agora, se fizer isso vão dizer que estão gastando dinheiro. Aí vem o Ministério Público fazer um protesto, já vai um deputado de oposição criticar, já vão fazer um monte de coisa", disse o presidente.
Lula reclamou ainda daqueles que apostam no quanto pior melhor. "Nesse País ainda há um tipo de gente que é preciso ter muita desgraça para existir", salientou.
Num discurso eufórico, Lula disse ainda que "turista não gosta de favela, palafita. Tem que ter monumento histórico, bons restaurantes. Quando tiver o turismo ideológico a gente leva eles para ver aquela desgraceira que eles gostam de ver", afirmou.
Plano
Com o lançamento do Plano Nacional do Turismo a expectativa do Ministério do Turismo é que até 2010 o setor gere 1,7 milhão de novos empregos, além de permitir a entrada de US$ 7,7 bilhões em divisas para o País.
O Plano prevê investimentos de cerca de R$ 984 milhões na promoção interna e externa do turismo e R$ 5,63 bilhões em infra-estrutura turística. Segundo o Ministério, esses valores não incluem os investimentos programados pelos Programas Regionais de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur e Proecotur), que contam com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e contrapartidas estadual e federal. Em relação aos investimentos privados, são esperados R$ 6,78 bilhões apenas para novos meios de hospedagem e outros R$ 12,55 bilhões para empreendimentos, melhoria e ampliação de várias categorias de serviços, com a concessão de financiamento pelos bancos públicos.
No início do próximo semestre, o ministério lançará o programa de crédito consignado para aposentados, permitindo que os idosos viagem pelo País pagando suas despesas parceladas, a juros em torno ou mesmo abaixo de 1%.
Redação Terra