» Pedida quebra de sigilo de advogado
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Chokr se envolveu em um acidente de carro depois de ser perseguido por um motoqueiro na Marginal Tietê. No veículo do advogado foram encontrados envelopes com quantias que teriam distritos policiais da capital paulista como destinos, peças de máquinas caça-níqueis, além de listas e planilhas com nomes e telefones que podem ser de investigadores e delegados. O advogado alega que os valores correspondem a honorários trabalhistas.
Nas conversas, Raimondo Romano, proprietário de uma empresa fornecedora de máquinas caça-níqueis investigada pela operação Xeque-Mate, conversa com dois homens, identificados como Xuli e Emílio.
"Dentro do carro dele (Chokr) encontraram um monte de coisas erradas, anotações, dinheiro, etc e tal. Isso já deu manchete do Jornal Nacional", diz Romano para o homem identificado como Xuli.
Na conversa com o homem chamado Emílio, Romano deixa claro que o dinheiro encontrado no carro de Jamil Chokr era para pagar propina. "Vou ter que encontrar uma desculpa plausível para o coitado. Agora para o Ministério Público será um prato cheio e vai cair de pau", afirma.
"Sinceramente, eu achava que ele não fazia mais isso. Isso é serviço que se delega, né", questiona Emílio. Romano responde: "deixa de ser babaca. Ele toma 30 e repassa um. Vai delegar o quê? Você sabe se ele estava indo para entregar o um ou estava indo para casa guardar os 29?".
Na terça, será ouvida como testemunha a delegada plantonista do 9ª DP, onde o caso foi inicialmente registrado.
Redação Terra