Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
Brasília
» Setor de cargas deve ter problemas
O ex-presidente da Infraero disse ter conhecimento que a maioria das obras e a infra-estrutura nos aeroportos do País estão paralisadas. Isso, segundo ele, causa preocupação e pode gerar novos transtornos.
O atual presidente da Infraero, José Carlos Pereira, disse hoje à CPI que, atualmente, sete obras de grande porte estão em andamento nos aeroportos do País. Segundo ele, quando há qualquer denúncia de irregularidade, a empresa abre uma sindicância para apurar com um de seus 40 auditores internos. A intenção, segundo Pereira, para acabar com esse questionamento de preços é instalar um Sistema Nacional de Preços (Sinap).
A única exceção são as obras nos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Ele exemplificou a paralisação citando o Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos. "Tenho muita preocupação de deixar os aeroportos parados. Muito me preocupa o que pode acontecer futuramente na infra-estrutura aeroportuária, aí sim podemos ter um apagão aéreo", disse.
Pittenzill criticou a lei 8666 das licitações. Para ele, a lei não impede que pessoas roubem. "Posso fazer uma afirmação temerária, mas a lei de licitações não impede o ladrão de roubar, mas impede o honesto de trabalhar", afirmou o ex-presidente quando questionado sobre licitações de obras em aeroportos.
Redação Terra