Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
Brasília
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Para Pereira, se as obras não acontecerem rapidamente, o sistema pode ter um colapso. "A Infraero mal termina a ampliação de um aeroporto e em um ano já está sofrendo com a alta demanda, exemplificou.
"Um aeroporto não é uma casa popular. Portanto, o preço também não pode ser popular. A pista de pouso não é uma rodoviária e o TCU não aceita os preços. E aí temos um problema", afirmou Pereira.
O presidente da Infraero afirmou que a empresa cumpre todas as determinações do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele informou que a maior parte dos questionamentos feitos pelo órgão é referente ao preço das obras nos aeroportos.
Segundo Pereira, atualmente, sete obras de grande porte estão em andamento nos aeroportos do País. Segundo ele, quando há qualquer denúncia de irregularidade, a empresa abre uma sindicância para apurar com um de seus 40 auditores internos. A intenção, segundo Pereira para acabar com esse questionamento de preços é instalar um Sistema Nacional de Preços (Sinap). "Com isso, poderemos chegar a um consenso de preços e valores, que correspondam ao um número de consenso, disse".
Para verificar as irregularidades nas obras da Infraero, um grupo de parlamentares da CPI deve comparecer na próxima segunda-feira à empresa.
Redação Terra