Infraero prevê apagão aéreo em setor de cargas

12 de junho de 2007 • 11h06 • atualizado às 15h18

Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Brasília


O presidente da Infraero, José Carlos Pereira, afirmou em depoimento na CPI do Apagão Aéreo na Câmara que em 3 anos, o setor de carga aéreo do País pode sofrer um apagão por falta de infra-estrutura adequada. Segundo ele, o setor cresce rapidamente, mas as obras não conseguem acompanhar esta demanda.

» Infraero minimiza risco de apagão
» Controladores seriam chantagistas

Para Pereira, se as obras não acontecerem rapidamente, o sistema pode ter um colapso. "A Infraero mal termina a ampliação de um aeroporto e em um ano já está sofrendo com a alta demanda, exemplificou.

"Um aeroporto não é uma casa popular. Portanto, o preço também não pode ser popular. A pista de pouso não é uma rodoviária e o TCU não aceita os preços. E aí temos um problema", afirmou Pereira.

O presidente da Infraero afirmou que a empresa cumpre todas as determinações do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele informou que a maior parte dos questionamentos feitos pelo órgão é referente ao preço das obras nos aeroportos.

Segundo Pereira, atualmente, sete obras de grande porte estão em andamento nos aeroportos do País. Segundo ele, quando há qualquer denúncia de irregularidade, a empresa abre uma sindicância para apurar com um de seus 40 auditores internos. A intenção, segundo Pereira para acabar com esse questionamento de preços é instalar um Sistema Nacional de Preços (Sinap). "Com isso, poderemos chegar a um consenso de preços e valores, que correspondam ao um número de consenso, disse".

Para verificar as irregularidades nas obras da Infraero, um grupo de parlamentares da CPI deve comparecer na próxima segunda-feira à empresa.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »