Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
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"Não é colocando um povo a xeque que se consegue aumento salarial. Defende-se aumento, mas não é através de chantagem e sabotagem que eles vão conseguir", afirmou.
Pereira disse ainda que a desmilitarização do setor não é uma solução para acabar com os problemas aéreos. Para ele, desmilitarizar a carreira é como curar uma febre destruindo o termômetro. "Eu não acredito na incompatibilidade da carreira militar com o controle de vôo. Ambas andam perfeitamente juntas".
ColapsoEm depoimento à CPI, o presidente da Infraero falou ainda sobre a situação da infra-estrutura aeroportuária do País. Para ele, se as obras não acontecerem rapidamente, o sistema pode ter um colapso. "A Infraero mal termina a ampliação de um aeroporto e em um ano já está sofrendo com a alta demanda, exemplificou Pereira.
Problemas de informação
O presidente admitiu ainda que o sistema de informações aos passageiros é falho no Brasil. Segundo ele, no auge da crise aérea, o grau de tumulto era o critério adotado pela Infraero na hora de escolher os vôos que decolariam. Se o tumulto relacionado a um vôo para Porto Alegre fosse maior que para outra cidade, voariam os passageiros com destino à capital gaúcha.
Para Pereira, o Brasil precisa com urgência de um plano aeroviário e uma nova legislação para o setor. A atual crise seria conseqüência da ausência de um plano que trate do tráfego aéreo, da infra-estrutura dos aeroportos e da relação entre as empresas aéreas e a Infraero e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Pereira também criticou o excesso de escalas nos vôos brasileiros. As escalas, segundo ele, barateiam os vôos, mas provocam atrasos e congestionamentos do espaço aéreo.
Com Agência Câmara
Redação Terra