Graciliano Rocha
Direto de Campo Grande
São Paulo
» Escuta faz referências a Lula
» Delegado teria vazado informações
» PF quer investigar deputado
» Acusados teriam pago a polícia juntos
» 68 suspeitos têm prisão prorrogada
» Advogados têm acesso ao inquérito
Brandão esteve na superintendência da PF em Mato Grosso do Sul, onde prestou depoimento por cerca de uma hora. O depoimento de Brandão hoje era dúvida na própria polícia, já que ele protocolou um atestado médico na última sexta-feira.
Em uma das conversas gravadas, do dia 19 de abril, Elenilton Dutra de Andrade, também preso sob suspeita de ser um dos gerentes do suposto chefe do esquema, Nilton Cezar Servo, conta ao homem identificado como Alexandre Frozino Ribeiro que o "Aldo delegado" avisou 15 dias antes para tirar o "equipamento" da rua porque uma operação seria deflagrada. No dia 14 de maio, revelaram as gravações, Alexandre Ribeiro teria marcado um encontro com o delegado da PF.
Brandão disse hoje que a conversa com Elenilton Andrade aconteceu no dia 5 de abril, um dia depois das apreensões, e não antes. Segundo ele, os dois freqüentam a mesma barbearia e a conversa foi a propósito de uma notícia de jornal sobre as apreensões. Segundo ele, Andrade teria comentado que o cerco está se fechando contra o jogo ilegal e ele, Brandão, teria dito que "a tendência é acabar mesmo".
O delegado informou que foi colega de Alexandre Ribeiro em um curso de pós-graduação. Segundo ele, os dois produziram uma monografia juntos. Ele disse que está abatido, razão pela qual se afastou das suas funções.
Redação Terra