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Segundo ela, o dinheiro que recebia era sempre pago pelo lobista Cláudio Gontijo e que esses pagamentos eram sempre em dinheiro vivo. De acordo com Mônica, Calheiros nunca falava de dinheiro - sempre que tinha de tratar desse assunto, o interlocutor era Gontijo.
Questionada pela revista sobre a procedência do dinheiro, Mônica respondeu: "Não sei. Renan está dizendo agora que o dinheiro era dele, mas ele nunca me disse isso antes". A jornalista afirmou que nunca perguntou a ele sobre o tema. "Eu recebia uma pensão e não fazia sentido perguntar de onde vinha o dinheiro. Isso parece importante agora por causa desse turbilhão, mas para mim não era. Eu pegava o dinheiro com o Cláudio e ponto. Não ia ficar questionando", disse ela.
Segundo a jornalista, os pagamentos eram feitos no escritório da Mendes Júnior em Brasília. Poucas vezes aconteceram em outro local.
Calheiros sustenta ter saído de suas contas todo o dinheiro que pagou despesas da jornalista. Segundo a revista, o extrato da conta do senador mostra que, até 15 de março de 2004, não houve saque de R$ 43,2 mil para pagar um ano de aluguel.
Na última terça-feira, o corregedor do Senado, Romeu Tuma, ouviu o depoimento de Gontijo. A conversa foi a portas fechadas e durou cerca de 2 horas. Segundo Tuma, o lobista negou que tivesse pagado com seu dinheiro as despesas com a jornalista e confirmou que se encarregava dos repasses financeiros. Conforme Gontijo, ele fazia depósitos na conta da jornalista. Tuma pediu ao lobista os recibos de depósitos em favor de Mônica e ele alegou que não tem nenhum recibo, que depositou o dinheiro sem se identificar, e não guardou nem os registros anônimos.
Redação Terra