Xeque-Mate: advogados têm acesso ao inquérito

08 de junho de 2007 • 12h50 • atualizado às 13h27

Graciliano Rocha
Direto de Campo Grande

Mato Grosso do Sul


Os advogados de defesa dos presos da Operação Xeque-Mate estão recebendo nesta sexta-feira, no prédio da Justiça Federal de Campo Grande, fotocópias do inquérito que investiga uma organização criminosa de exploração de jogos ilegais em Mato Grosso do Sul.

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Os acessos aos autos do processo e às gravações telefônicas que sustentam a investigação da Polícia Federal foram autorizados ontem pelo juiz Dalton Igor Kita Camargo, da 5ª vara da Justiça Federal de Campo Grande, que decidiu ontem derrubar parcialmente o sigilo sobre as investigações.

O inquérito inteiro tem mais de mil páginas. As cópias tiveram que ser interrompidas porque falta luz desde o final da manhã no prédio da Justiça Federal. As gravações dos telefonemas foram gravadas em CDs, já de posse dos advogados.

O advogado de Dario Morelli Filho, Milton Fernando Talzi, foi um dos que estave no prédio da Justiça Federal esta manhã. Ele afirmou que seu cliente não era sócio de Nilton Cezar Servo, acusado de chefiar a organização, mas disse que não podia "confirmar nem negar" que Morelli gerenciasse uma das casas de jogos de Servo, em Ilhabela (SP). No local, foram apreendidas 23 máquinas caça-níqueis.

Dario Morelli Filho é amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula é padrinho de um dos filhos de Dario.

A operação Xeque-Mate da Polícia Federal mobilizou cerca de 600 policiais em seis Estados e desmantelou, na segunda-feira, cinco organizações criminosas que movimentavam R$ 250 mil por dia com a exploração de máquinas caça-níqueis em Mato Grosso do Sul.

Redação Terra
 
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