Graciliano Rocha
Direto de Campo Grande
São Paulo
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Georges já foi um dos homens mais influentes de Mato Grosso do Sul. Entre 1985 e 1986, presidiu a Assembléia Legislativa do Estado, foi deputado federal constituinte e, em 1990, chegou a disputar o governo do Estado. Gandi Jamil é um dos donos do Hotel Cassino Amambay, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã, a 335 km de Campo Grande.
O advogado de Gandi, René Siufi, disse nesta quinta-feira que não sabe do paradeiro do seu cliente. "Provavelmente ele não está nem sabendo disso (Operação Xeque-Mate). Ele tem negócios no Paraguai", afirmou. Siufi alega desconhecer as acusações contra o ex-deputado.
A Polícia Federal pediu ajuda à Interpol para localizar o ex-deputado. Não é o primeiro membro da família Jamil Georges contra quem há uma ordem de prisão internacional. Seu irmão, Fahd Jamil Georges, é fugitivo das autoridades brasileiras desde 2005, quando foi condenado a 20 anos e três meses de prisão por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A PF mantém sob segredo a relação dos suspeitos de envolvimento com a máfia do jogo que ainda não foram presos. Outro procurado é Hércules Mandetta Neto, cujo nome figurava na lista dos 77 presos divulgados na terça-feira. Mandetta é acusado de chefiar uma das cinco organizações criminosas que exploravam caça-níqueis em MS. Ele é irmão do secretário municipal de Saúde de Campo Grande, Luiz Henrique Mandetta, e primo do prefeito da cidade, Nelson Trad Filho.
Também está foragido Ari Portugal, que seria sócio de Mandetta. Arlei Portugal, irmão de Ari, investigado por ser supostamente um dos gerentes da organização, foi preso na segunda-feira.
Redação Terra