Xeque-Mate: PF indicia amigo de Lula

06 de junho de 2007 • 16h00 • atualizado às 16h02

Graciliano Rocha
Direto de Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul


Dario Morelli Filho foi indiciado pela Polícia Federal por contrabando, exploração de jogo de azar e crime contra o sistema financeiro nacional. Ele foi preso em Diadema (SP) na segunda-feira, quando a Polícia Federal (PF) desencadeou a Operação Xeque-Mate para apurar a máfia dos caça-níqueis.

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O indiciamento veio ao final de 8 horas de depoimento na superintendência da PF em Campo Grande na terça-feira. Ele é amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula é padrinho de um dos filhos de Dario.

Dario é acusado de ser sócio de uma casa de jogos em sociedade com o ex-deputado estadual do Paraná, Nilton Cezar Servo, preso ontem. No depoimento de ontem, Dario negou a versão. O advogado de Dario, Milton Fernando Talzi, informou que entrará com um pedido de revogação da ordem de prisão.

O depoimento mais importante de hoje é o de Nilton Cezar, acusado de comandar uma das cinco organizações criminosas desmanteladas pela Xeque-Mate. Nilton Cezar mora em Campo Grande e foi preso ontem em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

O empresário Jamil Name, pai de um dos presos pela Xeque-Mate (Jamil Name Filho, o Jamilzinho), também foi indiciado hoje por explorar jogos de azar. Ele é dono do Bingo Cidade, um dos fechados pela PF em uma operação em abril. Jamil Name responderá em liberdade.

Redação Terra
 
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