Novos documentos detalham possível ação de juízes

04 de junho de 2007 • 03h12 • atualizado às 03h12

Documentos encontrados pela Operação Têmis, da Polícia Federal, obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo, revelam como funcionava o grupo acusado de vender decisões judiciais em São Paulo. O retrato feito pela PF é o de uma quadrilha.

Segundo a PF, as conversas são cifradas, os encontros são às escondidas e o dinheiro arrecadado é remetido ilegalmente para o exterior. Tudo executado por juízes e desembargadores de um lado e advogados e empresários do outro.

Os juízes federais Maria Cristina Barongeno e Djalma Moreira Gomes se comunicavam com telefones Nextel pagos pelo escritório do advogado Luís Roberto Pardo, a figura central da suposta quadrilha.

Maria Cristina circula com motorista em um Gol branco, registrado em seu nome e cujo proprietário anterior é a firma Pollet Advogados Associados - a PF suspeita que o carro foi dado à juíza. O advogado Márcio Pollet é um dos 43 acusados de negociar sentenças para favorecer bingos e empresas.

Às vésperas de proferir decisões de interesse do grupo, a juíza foi a reuniões nos escritórios de Pollet e de Pardo, com quem se encontrou várias vezes em cafés e restaurantes. Ela costumava trocar telefonemas diários com o lobista.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »