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 USP: governo só negociará após desocupação
28 de maio de 2007 18h10 atualizado às 21h36

O Secretário de Justiça de São Paulo, Luiz Antônio Marrey, afirmou após o encontro com estudantes que ocupam a Universidade de São Paulo (USP) que o governo só continuará a negociar após a desocupação da reitoria por parte dos alunos.

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"Nós exigimos a desocupação da reitoria, que é um ato de força que não pode ser tolerado". Ele afirmou que o prazo para a saída do prazo é imediato e ressaltou que existe uma ordem judicial determinando que os estudantes deixem o prédio. Apesar disso, o secretário disse que a reintegração está a cargo da Polícia Militar e que não pode dizer quando ela ocorrerá.

Os alunos decidirão sobre a desocupação em assembléia geral marcada para o início da noite, que acontecerá, provavelmente, em frente a reitoria da USP.

O secretário deu a entender que há uma incoerência no movimento, já que os alunos questionam a constitucionalidade do decreto de Serra e não acatam a ordem da reintegração de posse.

"Constituição e lei têm de ser cumpridas. Se houver dúvida quanto ao seu exato cumprimento, tem um poder de Estado capaz de dirimir essa dúvida". Para Marrey, os alunos deveriam apresentar seus argumentos contra os decretos na Justiça.

A reitora da universidade, Sueli Vilela, fez coro a Marrey e afirmou após a reunião com os estudantes que as negociações serão facilitadas apenas após a desocupação da reitoria, de preferência de forma pacífica.

"O diálogo continua, mas o avanço nas negociações depende da desocupação da reitoria. Tudo está condicionado. Nossa preocupação é buscar ainda essa desocupação pacífica".

De acordo com a reitora, desde que os decretos entraram em vigor em 2 de janeiro, a universidade continuou atuando com autonomia.

Redação Terra